A BOLSA ESTOUROU? ROTURA PREMATURA DAS MEMBRANAS OVULARES | Amniorrexe Prematura

Por: Dr. Eduardo Machado de Carvalho | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 17/01/2013

PUBLICIDADE
Estourou a bolsa

 

A amniorrexe prematura ou rotura prematura de membranas é caracterizada como a rotura espontânea das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto e após a 20ª semana de gestação, pois se ocorrer antes desse período é considerada abortamento.

Ocorre em aproximadamente 10% das gestações, sendo a grande maioria a termo. Nesse período, a aminiorrexe prematura parece ocorrer devido um processo natural de amadurecimento, com uma diminuição progressiva de colágeno. Outras causas são infecções e inflamações, causadas pela ação das enzimas produzidas por bactérias.

Fatores de risco:

Os principais fatores de risco são:

– Exames invasivos, como amniocentese e cordocentese;
– Incompetência istmocervical;
– Inserção baixa da placenta;
– Macrossomia;
– Polidramnia;
– Trabalho de parto prematuro;
– Infecções genitais;
Tabagismo;
– Sangramento vaginal;
– Vaginose bacteriana;
– Gemelaridade;
– Deficiências nutricionais;
– Doenças maternas;
– Atividade sexual;
– Traumatismo;
– Passado de parto prematuro.

- PUBLICIDADE -

Sinais, Sintomas e Diagnóstico:

A paciente relata perda vaginal de líquido claro ou amarelado. O diagnóstico pode ser confirmado pelo exame especular, pela detecção do pH vaginal maior que 6-6,5, pelo teste de cristalização da secreção vaginal.

Prognóstico:

A paciente pode desenvolver sérias infecções, como corioamnionite, endometrite e sepse. O feto e o neonato apresentam risco elevado de complicações. A maior parte das gestantes evolui para parto prematuro e em menos de uma semana de rotura. Tem risco maior de descolamento placentário e prolapso de cordão.

Os recém-nascidos são vulneráveis a doença da membrana hialina, hemorragia intraventricular, leucomalácea periventricular, infecção e enterocolite necrotizante.

As principais complicações são: infecção, prematuridade, acidentes de parto, compressão de cordão, sofrimento fetal e malformações.

O que fazer?

A conduta depende da idade gestacional, da presença ou não de infecção, da avaliação da vitalidade fetal e da presença ou não de trabalho de parto. Na presença de infecção é obrigatória a interrupção da gravidez, independente da idade gestacional.

Descartado o processo infeccioso, a conduta se baseia na idade gestacional. Se for maior que 34 semanas é mandatória a interrupção da gravidez. Entre 34 e 24 semanas sem sinais de infecção ou sofrimento fetal, deve-se adotar conduta conservadora, visando o amadurecimento pulmonar fetal. A paciente deve ser mantida hospitalizada, em repouso, com hidratação abundante e submetida a pesquisa de sofrimento fetal e infecção. Se a idade gestacional for menor que 24 semanas, deve-se optar pela conduta conservadora (se a paciente estiver em bom estado geral), com repouso absoluto e controle da temperatura até 24 semanas.



PUBLICIDADES


Deixe um Comentário

Antes de enviar seu Comentário, faça o cálculo abaixo: * Time limit is exhausted. Please reload CAPTCHA.

Powered by WordPress | Designed by: Best SUV | Thanks to Toyota SUV, Ford SUV and Best Truck