A MEMÓRIA INFANTIL | Desenvolvimento e Diferentes Estágios

Por: Tiago Zenero | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 06/07/2014

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Memória Infantil

 

A memória é tão natural ao ser humano que muitas vezes não nos questionamos como ela funciona. Conduto, ao fazê-lo, logo percebemos o quão complexa e difícil de explicar é a memória humana, principalmente fatos como: por que esquecemos algumas coisas e nos lembramos de outras ou mesmo quando o ser humano começa a reter alguma memória.

Os diferentes estágios da memória:

A memória pode ser dividida em três estágios diferentes, sendo: memória sensorial, memória a curto prazo e memória a longo prazo. O que varia em cada uma dessas fases é o armazenamento existente em um estágio específico do processamento da informação.

Assim, depois que a informação é recebida, ela passa por um armazenamento sensorial, no qual é mantida por alguns poucos segundos ou mesmo por frações de segundos após o desaparecimento do estímulo que gerou a informação.

Em uma segunda etapa, ela passa para um armazenamento a curto prazo, a qual retém apenas uma determinada quantidade de informação e por um período de tempo bem curto, que geralmente não passa de um minuto. Esse tipo de memória é muito utilizado por nós quando precisamos memorizar informações por curtos períodos de tempo, como quando alguém nos passa um número de telefone e conseguimos memorizá-lo apenas até anotarmos em um papel. Segundos depois já não lembramos mais qual é a sequencia de números.

Depois de passar pela memória a curto prazo, se a informação não for esquecida, significa que ela foi processada através da recapitulação, por exemplo, e aí ela passa para o armazenamento a longo prazo. Esse estágio pode guardar a informação por tempo indeterminado. Tal compartimento tem capacidade ilimitada.

A memória dos bebês:

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Muitos pensam que a capacidade da memória surge apenas em um estágio mais maduro da vida, mas a verdade é que desde bebê o ser humano já tem a habilidade de memorização. O fato de você não se lembrar desse período da vida é explicado porque até os três anos de idade os seres humanos têm dificuldade para reter informações.

Memórias são constituídas com base em uma complexa rede de estruturas cerebrais que se desenvolvem aos poucos, em diferentes regiões do cérebro infantil. Tais conexões começam a acontecer entre 6 e 18 meses de idade. Assim, nos primeiros anos de vida, o processo de esquecimento supera a capacidade de formação de memórias.

Outro contraponto para a formação de memórias dos bebês é a imaturidade cognitiva. Muitas das informações recebidas pelo cérebro infantil não conseguem ser reconhecidas por falta de conhecimento, ou seja, a criança não consegue assimilar tais informações a nada que já tenha tido contato anteriormente.

A memória da criança:

Na criança, a memória direta é muito desenvolvida e, assim, há grande facilidade em registrar e fixar vestígios na infância.  Contudo, a memória de uma criança de três e quatro anos de idade também tem as suas fraquezas, principalmente porque é difícil organizá-la ou torná-la seletiva. Desse modo, a memória infantil não consiste em uma memória arbitrária capaz de memorizar o necessário, orientado para um dado fim e há, portanto, dificuldade em separar os vestígios fixáveis dentre todos os outros.

Isso acontece porque entre a idade de 2,5 a 3 anos, o processo de memorização arbitrária seletiva ainda não está pronto. Essa possibilidade de subordinar a atividade mnemônica à instrução verbal surge na criança apenas bem mais tarde, acompanhada do desenvolvimento geral do comportamento orientado para algum fim.



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