A VIDA DENTRO E FORA DO ÚTERO | Transição Neonatal

Por: Marina Zanetti | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 13/03/2013

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Transição Neonatal

 

A transição neonatal é aquela que engloba a mudança de ambiente que sofre o bebê, já que a vida intra-uterina é totalmente diferente da vida extra- uterina.
A começar pelo padrão respiratório, dentro da barriga da mãe o bebê não precisa respirar e seus pulmões tem em seu interior um líquido chamado líquido alveolar, que é fundamental para o desenvolvimento dos pulmões. Este, momentos antes do parto é reabsorvido pelo organismo fetal para dar espaço ao ar que será inspirado logo ao nascer.

Quanto ao sistema cardiovascular, as adaptações que passam o recém nascido se relacionam principalmente ao tipo de circulação, já que como os pulmões não tem sua função normal dentro do útero, que é a de realizar trocas gasosas, é bem restrito o fluxo sanguíneo que chega até aos mesmos, o restante vai para a circulação que percorre o restante do corpo do bebê (circulação sistêmica).

Esta pouca circulação para os pulmões só é possível porque o feto possui uma passagem de um lado para o outro do coração, chamado forame oval, e possui também, uma outra comunicação entre duas importantes artérias (artéria pulmonar e artéria aorta) o canal arterial, que fecham-se poucos dias após o nascimento, e assim o fluxo de sangue que chega aos pulmões passa a ser maior, permitindo a realização das trocas gasosas.

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Em relação ao metabolismo fetal, este também sofre alterações importantes, já que o feto é nutrido pela glicose que vem do sangue materno, e aoTransição Neonatal nascer, com o clampeamento do cordão umbilical (quando corta-se o cordão) é encerrado esta forma de alimentação, então a amamentação passa a ser a fonte de glicose e energia que o bebê receberá.

É comum que não haja eliminação de mecônio (primeiras fezes) até 48 horas após o parto, mas se em até 72 horas, esta ainda não estiver ocorrido, deve-se investigar a causa que pode estar relacionada a algum tipo de má formação.

Já a primeira diurese (eliminação da urina) deve ocorrer também em até 48 horas, mais que isso também deve ser investigado a causa do problema.

É comum que haja perda de peso em até 10% do peso de nascimento até o quinto dia de vida, sendo as perdas de 02% ao dia até o quinto dia, quando o bebê passa a ganhar peso, sendo ao redor de 02% ao dia até o décimo dia de vida, quando o bebê recupera seu peso de nascimento.

Caso o bebê não perca este peso até o quinto dia, e se apresente inchado ou mesmo com ganho de peso nestes dias, deve ser também investigada a causa, que provavelmente estará relacionada a má adaptação neonatal.



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