ALERGIA A MEDICAMENTOS

Por: Clara Isabela Pereira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 16/01/2013

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Alergia a medicamentos

 

A alergia a medicamentos inclui reações alérgica e pseudo-alérgicas. As reações alérgicas são os efeitos adversos ligados a mecanismos imunológicos e as reações pseudo-alérgicas apresentam clínica similar às reações verdadeiramente alérgicas, mas o mecanismo independe  de linfócitos T ou de anticorpos específicos contra os medicamentos. Os quadros pseudo-alérgicos são frequentemente não previsíveis.

As reações alérgicas a fármacos são decorrentes, na maioria das vezes, de mecanismos imunológicos dependentes de imunoglobulina E ou de linfócitos T.

Sinais e Sintomas:

O paciente pode apresentar reações generalizadas imediatas, doença do soro, broncoespasmo, infiltrado pulmonar, febre por drogas, nefrite intersticial, manifestações cutâneas e reações pseudo-alérgicas ou anafilactóides a drogas.

As reações generalizadas imediatas ocorrem até 1 hora após a administração da droga e sua forma mais grave pode ser fatal. Reações imediatas a antiinflamatórios não hormonais podem ocorrer nas primeiras 3 horas após sua ingestão. Quanto mais precoce a instalação dos sintomas, maior a gravidade da reação. Nos quadros de menor gravidade ocorre prurido nas regiões plantares e genitália, seguidos de urticária generalizada, rubor e angioedema.

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A doença do soro ocorre 7 a 21 dias após a administração do agente terapêutico e é caracterizada por febre, artralgia e urticária generalizada.

A febre por drogas é definida por uma elevação da temperatura que surge entre o sétimo e o 10º dias de uso do medicamento, sem outra explicação. Desaparece em 48 a 72 horas após a suspensão do tratamento.

A nefrite intersticial caracteriza-se por insuficiência renal oligúrica, febre e frequentemente diarréia logo após o início da droga envolvida.

As manifestações cutâneas mais frequentemente encontradas são: exantemas, urticária, erupções vesicobolhosas, erupção acneiforme, eczemas. A síndrome de Stevens-Johson e a necrólise epidérmica tóxica são situações clínicas de extrema gravidade, nas quais há risco de morte.

Diagnóstico:

O diagnóstico é baseado na história clínica detalhada, no exame físico, na análise da exposição a drogas e confirmado por testes in vivo e in vitro.

Tratamento:

A primeira medida a ser tomada é a retirada da droga suspeita. A dessensibilização deve ser estabelecida quando não há alternativa terapêutica com a mesma eficácia ou quando as drogas alternativas falharam ou não puderam ser utilizadas.

A mortalidade decorrente das reações medicamentosas em doentes hospitalizados acomete 0,32% dos pacientes, sendo o choque anafilático a reação mais temida.



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