ANDROPAUSA | Sintomas, Tratamento

Por: Clara Isabela Pereira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 18/05/2013

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Andropausa é a deficiência androgênica do homem em envelhecimento. Caracteriza-se pela redução dos níveis de testosterona com manifestações clínicas variáveis, podendo ser assintomática. Nos homens, o processo é mais lento e insidioso. À medida que envelhecem, cai a produção de testosterona, o hormônio sexual masculino. Entretanto, mesmo com níveis mais baixos, seus valores ainda podem ser considerados dentro da faixa de normalidade.

Apesar de algumas mudanças físicas e psicológicas se instalarem por causa da queda desse hormônio, nem todos irão apresentar os sintomas característicos da andropausa. Isso só acontece com aqueles que têm uma diminuição mais expressiva dos níveis hormonais e, ainda assim, as manifestações são mais discretas e menos aparentes do que nas mulheres. De qualquer forma, a andropausa é um período na vida do homem em que podem ocorrer  sintomas que devem ser valorizados.

Causa:

A andropausa ocorre por diminuição fisiológica da produção de testosterona pelos testículos.

Sinais e sintomas:Sintomas andropausa

Clinicamente é caracterizada por obesidade androide, diminuição da massa, capacidade e resistência muscular, osteopenia, diminuição da libido, disfunção erétil, depressão, falta de energia e osteoporose.

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Exames complementares:

– Dosagem de testosterona total: diminuída ou no limite inferior da normalidade;
– Dosagem de testosterona livre: diminuída ou no limite inferior da normalidade;
– Dosagem de FSH e LH: normais, baixos ou elevados;
– Densitometria óssea: osteopenia/osteoporose.

Comprovação diagnóstica:

A andropausa é diagnóstica através da história clínica da paciente e pela dosagem de testosterona.

Tratamento:

Como tratamento da andropausa pode ser utilizada testosterona via transdérmica, em forma de adesivos (escrotal e não escrotal), 1 adesivo de 2,5 a 5,0 mg, pela manhã a cada 24 horas ou gel 1 vez ao dia; ou ciprionato de testosterona intramuscular, a cada 2 a 3 semanas; ou Propionato mais Fenilproprionato mais Decanoato de Testosterona, 250 mg a cada 2 ou 3 semanas. É contraindicação relativa de testosterona e derivados em pacientes com hiperplasia prostática e absoluta em pacientes com carcinoma de próstata. Deve-se fazer uma avaliação clínica rigorosa, principalmente com relação à próstata, em todo paciente que for usar testosterona. A testosterona aumenta a massa muscular, a densidade óssea e o fluxo da artéria coronária. Os efeitos secundários mais frequentes são aumento do hematócrito, piora da qualidade do sono, aumento da próstata e do PSA.

Evolução e prognóstico:

Os resultados terapêuticos são avaliados em relação ao aumento da massa magra, diminuição da massa gorda e melhora do bem estar e qualidade de vida.



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