APENDICITE AGUDA | Sintomas – Ao Exame – Diagnóstico – Tratamento

Por: Iara Pereira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 08/11/2012

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Apendicite aguda

 

A apendicite aguda é a afecção cirúrgica mais comumente atendida nos serviços de urgência e a principal causa de abdome agudo inflamatório em crianças, adolescentes e adultos jovens.

A inflamação do apêndice ocorre devido à obstrução do seu interior, geralmente por fecalitos (fezes), o que favorece uma grande proliferação de bactérias e instalação do processo infeccioso. Essa obstrução pode ser também devida a parasitas intestinais, cálculos biliares ou aumentos dos gânglios linfáticos locais.

Sinais e Sintomas:

Nos casos típicos os sintomas são dor abdominal difusa, que com o decorrer do tempo evolui para dor epigástrica ou peri-umbilical até se localizar no quadrante inferior direito do abdome, náuseas, vômitos, hiporexia e febre baixa, que se eleva em casos de supuração (perfuração do apêndice).

Ao Exame:

Ao exame físico, o paciente pode apresentar sinais de toxemia dependendo da evolução da doença. À palpação abdominal, observa-se contração voluntária da parede abdominal como um todo, com dor principalmente a descompressão brusca da fossa ilíaca direita (FID), caracterizando sinal de Blumberg positivo, típico da apendicite aguda.

Diagnóstico:

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O diagnóstico é eminentemente clínico, feito através de sintomas e exame físico. Se necessário podem ser feitos exames complementares como hemograma, ultrassonografia, raio x simples de abdome e exame comum de urina, que quando normal exclui doença do trato urinário. Em relação ao hemograma, a maioria dos pacientes cursa com leucocitose; já com relação aos exames de imagem os mesmos evidenciam o espessamento do apêndice e secreção purulenta a sua volta.

Tratamento:

O tratamento é cirúrgico. A apendicectomia pode ser realizada por incisão oblíqua (Mc Burney) ou transversal (Davis) na FID. A laparoscopia é indicada principalmente aos casos de dúvida diagnóstica e pacientes obesos, além de ser recomendada profilaxia antibiótica no pré e no pós-operatório.

O reconhecimento dos sinais e sintomas, bem como das complicações de apendicite aguda, requer o diagnóstico diferencial com outras doenças que cursam com dor abdominal. O diagnóstico, se tardio, predispõe a graves complicações como peritonite, abscessos pélvicos ou subfrênico e obstrução intestinal.



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