ASCITE – Água na Barriga

Por: Clara Isabela Pereira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 18/05/2013

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Ascite

 

A ascite é definida como acúmulo de líquido de natureza serosa, quilosa ou hemorrágico na cavidade abdominal. Pode ocorrer em qualquer condição clínica, acompanhada ou não de edema. Nas crianças é causada predominantemente por síndrome nefrótica e processos malignos. Nos adultos, as causas mais comuns são cirrose, insuficiência cardíaca, síndrome nefrótica e doenças malignas.

Causas:

As principais causas de ascite são: tuberculose, micose, peritonite bacteriana crônica, hipotireoidismo, hipoalbuminemia, cirrose, esquistossomose, trombose de veia supra-hepática e da veia porta, síndrome nefrótica, insuficiência cardíaca congestiva, fístula pancreática, fístula biliar, leucemia, linfoma e câncer de fígado.

Sinais e sintomas:Ascite - Sinais

A ascite é caracterizada por desconforto ou dor peritoneal, plenitude abdominal, dispneia, ortopneia, anorexia, náuseas, aumento de peso e do volume abdominal, distensão abdominal, protusão ou herniação do umbigo, macicez móvel do abdômen, sinal do piparote, edema de bolsa escrotal e pênis, hérnia inguinal.

Diagnósticos diferenciais:

Alguns diagnósticos diferenciais são: obesidade, ar e líquido no intestino distendido e cisto ovariano.

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Exames complementares:

Exame do líquido ascético, triglicérides, colesterol, cultura, bacterioscopia e citologia; gradiente albumina sérica/albumina da ascite , ultrassonografia, tomografia computadorizada e/ou ressonância nuclear magnética do abdômen, angiorressonância em casos especiais.

Comprovação diagnóstica:

O diagnóstico da ascite é baseado na história clínica do paciente, exames laboratoriais para determinar a causa, laparoscopia, biópsia de fígado e peritônio e ultrassonografia em ascite de pequeno volume.

Tratamento:

Deve-se instituir repouso, pesar e medir a circunferência abdominal e volume urinário diariamente. Nos pacientes com hepatopatia, deve-se observar o estado mental. Detectar precocemente hipopotassemia, aumento da ureia e creatinina. Restrição de sódio para os pacientes com hepatopatia e cardiopatia, restrição de água se os níveis de sódio estiverem abaixo de 130mEq/l; paracentese de alívio, paracentese evacuadora ou total com infusão de albumina imediatamente e 6 horas após a drenagem.

O tratamento medicamentoso pode ser feito com espironolactona, via oral, 100 a 400 mg/dia, em caso de cirrose e insuficiência cardíaca. Na síndrome nefrótica usar diuréticos e corticoides.

Complicações:

Diurese excessiva pode levar a hipopotassemia, com aparecimento ou piora da encefalopatia hepática, depleção do volume intravascular, insuficiência renal e morte.

Evolução e prognóstico:

O prognóstico varia de acordo com a causa subjacente.



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