AUMENTO DA PRESSÃO ARTERIAL | Hipertensão Arterial Sistêmica

Por: Lara Amorim Davila Prottes | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 24/08/2012

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Hipertensão arterial

 

O que é:

A Hipertensão arterial sistêmica é considerada a doença cardiovascular mais comum, sendo responsável, direta ou indiretamente, pela maior parte de eventos cerebrovasculares, cardíacos e renais (como infarto agudo do miocárdio, derrame cerebral, insuficiência renal). Por se tratar de uma doença silenciosa (que não gera sintomas) a maioria dos pacientes só tem seu diagnóstico quando ocorre um evento dentre os citados acima.

É definida como uma doença na qual o individuo apresenta, repetidas vezes, um nível da pressão arterial igual ou superior a 140×100 mmHg, sendo então considerados hipertensos. É necessário ressaltar que a pressão arterial sofre influência de fatores externos como atividade física, estresse emocional, preocupações.

Diagnóstico:

Devido a variabilidade da PA (pressão arterial), o médico precisa obter a média de vários valores medidos em situações diferentes, para estabelecer o comportamento da pressão e dizer se o paciente é hipertenso ou não.  Para isso é necessário que seja feito um monitoramento continuo, a não ser que a PA apresente-se em valores muito altos como acima de 18/11 mmHg, neste último caso somente essa medida já implicaria no diagnóstico.

– Pré-hipertensão: Define um estado de maior risco de desenvolver hipertensão no futuro. São considerados pré-hipertensos pacientes que apresentam a medida da PA entre 120×80 e 130×90 mmHg.

Complicações:

A Hipertensão, quando não tratada adequadamente, afeta basicamente dois elementos principais, os vasos sanguíneos e o coração, o comprometimento dos vasos é o que mais gera prejuízo para o corpo como um todo.

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Aterosclerose (gordura nas artérias): É uma doença que afeta a parede das artérias, principalmente as Coronária e Aorta. E consiste na formação de placas de ateroma (placas de gordura) na parede dessas artérias. Essas placas podem agir de duas formas: obstruindo o lúmen da artéria ou se desprender e ocluir outras artérias causando o Acidente vascular encefálico (derrame cerebral), o infarto agudo, que são potencialmente fatais.

Doença cerebrovascular: É a principal consequência da Hipertensão, ela pode se manifestar de várias formas como no AVE (acidente vascular encefálico) tanto o hemorrágico quanto o isquêmico. É a maior causa de óbito no Brasil, ultrapassando o Infarto e a Insuficiência cardíaca.

Nefropatia hipertensiva: A hipertensão arterial altera função renal. Boa parte dos hipertensos de longa data desenvolvem lesões renais, principalmente quando o paciente é também diabético.

Tratamento:

O tratamento da hipertensão arterial, não visa somente baixar os níveis pressóricos como também diminuir os riscos do paciente desenvolver complicações já citadas.

A primeira medida a ser tomada é modificação dos hábitos de vida, mudando os hábitos alimentares, fazendo restrição sódica (diminuir o sal da dieta), aumentar ingesta de frutas verduras e legumes, corrigindo obesidade. Diminuir a ingesta de álcool, parar de fumar e fazer exercícios físicos regularmente.

Além dessas modificações pode ser necessário o uso de drogas anti-hipertensivas, que o médico prescreve de acordo com a necessidade e perfil de cada paciente.



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