BICHO GEOGRÁFICO | Sintomas – Tratamento e Prevenção

Por: Tiago Zenero | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 29/03/2015

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Bicho geográfico

A larva migrans cutânea, popularmente conhecida como bicho geográfico, é um parasita que geralmente ataca cães e gatos. Contudo, quando seres humanos entram em contato com as fezes desses animais infectados, a larva pode também nos atacar.

As larvas, ao entrarem na pele, geram lesões tortuosas, que lembram o aspecto de um mapa, daí o nome popular de bicho geográfico.

O ciclo de vida do bicho geográfico

Os animais ingerem o parasita em sua forma adulta junto com alimento ou fezes contaminados. Dentro do intestino desses animais, as larvas se reproduzem e liberam ovos. Tais ovos são eliminados junto com as fezes e eclodem já no solo, fora do corpo do animal. Quando a pele ferida do homem entra em contato com essas larvas, elas penetram no organismo humano, causando irritação na pele.

Sintomas

Depois que a larva entra em contato com a pele humana, ela pode ficar adormecida por algumas semanas ou mesmo meses. Só é possível perceber os sintomas quando ela está em sua forma ativa.

O paciente geralmente sente: coceira na pele, que pode piorar durante a noite; sensação de movimento por baixo da pele; lesão na pele semelhante a um mapa; vermelhidão e inchaço na pele. Quando a larva está em sua forma ativa, a lesão pode chegar a avançar cerca de 1 cm por dia.

Geralmente os sintomas aparecem nos pés, costas e mãos, porque são as partes do corpo que mantêm mais contato com o solo. Porém, as larvas podem entrar em qualquer parte do corpo que tenha tido contato com um local contaminado.

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Em casos mais extremos, as larvas podem eliminar substâncias tóxicas e nocivas, que para algumas pessoas agrava seriamente o quadro da doença. Nesses casos, o paciente pode apresentar alergias graves, tosse e dificuldade para respirar.

Tratamento e prevenção

O tratamento do bicho geográfico deve ser orientado pelo médico, geralmente o próprio clínico geral pode fazê-lo. Os remédios mais comuns contra a doença são: Tiabendazol, Albendazol ou Mebendazol. Eles podem ser usados como pomada quando o diagnóstico é feito precocemente. Já se a infecção estiver mais avançada, o médico deve sugerir que o paciente tome comprimidos.

Os sintomas devem começar a desaparecer depois de dois ou três dias que o paciente tenha iniciado o tratamento, mesmo assim, os remédios devem ser mantidos conforme prescrição médica para garantir que o bicho geográfico seja completamente eliminado do organismo.

Uma forma caseira de aliviar os sintomas, principalmente a coceira, é fazendo compressas de gelo nas regiões que foram afetadas. A cura, contudo, não é imediata. Depois de concluído o tratamento, o bicho geográfico morre e não se espalha para outras áreas do corpo.

Para prevenir o bicho geográfico, é sempre indicado andar de calçado fechado em locais que possam estar contaminados. Locais que tenham areia, como parques de recreação para crianças devem estar tapados durante a noite para que gatos não defequem ali. Para os donos de cães e gatos, é sempre importante recolher as fezes e evitar levar os animais à praia.

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