BIÓPSIA RENAL

Por: Clara Isabela Pereira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 28/02/2013

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Biópsia renal

 

O que é?

Exame complementar capaz de auxiliar o nefrologista no diagnóstico final. É utilizada sempre que se faz necessário identificar a natureza e a magnitude de lesões renais, assim como na orientação do nefrologista para a terapêutica e o prognóstico da enfermidade renal. Quando se tem ideia da natureza das lesões renais e da evolução da doença, não há necessidade de se efetuar uma biópsia renal, a não ser que a evolução não seja a esperada e haja suspeita de lesão renal mais grave. É um procedimento onde um pequeno fragmento do rim é obtido.

Além de orientar a terapêutica, pode revelar por vezes diagnósticos inesperados, como amiloidose primária, glomerulopatia fibrilar, ou nefropatia membranosa com alterações sugestivas de lúpus subjacente, que podem ocorrer na ausência de alterações sorológicas típicas.

Indicações:

De um modo geral, a biópsia está indicada nas seguintes situações: síndrome nefrótica, lúpus eritematoso sistêmico, glomerulonefrite rapidamente progressiva, disfunção de rim transplantado, nefrite intersticial aguda, doença renal ateroembólica. Normalmente não se biopsiam paciente com nefropatia diabética, porém, é indicada a biópsia renal naqueles pacientes diabéticos que apresentam proteinúria maciça apesar de terem diagnóstico de diabetes há pouco tempo.

Contra-indicações:

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A biópsia deve ser evitada em pessoas com rim único, distúrbio da coagulação sanguínea (contraindicação absoluta) ou hipertensão arterial grave, pois aumenta o risco de sangramento renal pós-biópsia. Outras contra-indicações são: tumores renais, grandes cistos renais, hidronefrose, abscessos perinefréticos e grau avançado de uremia.

Complicações:

Durante a realização da biópsia pode haver queda da pressão arterial, com sudorese e vômitos. A complicação mais frequente é a hematúria microscópica, que ocorre em praticamente todos os pacientes, e geralmente se resolve em 48 a 72 horas. Pode ocorrer também hematoma perirrenal e fístula arteriovenosa intra-renal.

Como o procedimento é realizado?Agulha para Biópsia renal

Normalmente o procedimento é realizado com o paciente deitado de barriga para baixo e o ponto que vai ser biopsiado é guiado pela ultrassonografia. O paciente deve fazer jejum de 6 a 8 horas antes do procedimento e colher exame de urina. A biópsia renal percutânea é o método mais utilizado e consiste na introdução da agulha pela pele até se chegar ao rim, sob anestesia local. Outro método disponível é a biópsia cirúrgica aberta, quando é feita um incisão na região lombar, que permite visualizar diretamente o rim. Só é realizada na impossibilidade de realização da biópsia percutânea.



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