CÂNCER ANAL

Por: Clara Isabela Pereira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 20/12/2013

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Câncer ânus

 

As patologias malignas do ânus são condições raras, sendo elas: carcinoma epidermóide da canal anal, neoplasia intraepitelial anal e doença de Bowen, doença de Paget e melanoma.

O câncer epidermóide do canal anal é mais frequente em mulheres do que em homens. A infecção pelo HPV parece ser o principal fator de risco para o desenvolvimento da neoplasia. Outras condições relacionadas são: promiscuidade sexual, prática de sexo anal, câncer de vulva e vagina, tabagismo e imunodeficiência. Tem como subtipos o carcinoma espinocelular, que é o mais frequente, o carcinoma mucoepidermóide, o carcinoma de células transicionais, o carcinoma basaloide e o cloacogênico. Geralmente o paciente apresenta dor anal, sensação de nódulo, sangramento e prurido. O diagnóstico é dado pela biópsia. O tratamento é feito geralmente com quimioterapia e radioterapia.

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A neoplasia intraepitelial anal trata-se de um carcinoma de células escamosas intraepiteliais. Em muitos casos a doença pode ser completamente assintomática e ser detectada durante uma cirurgia proctológica. As lesões podem ser avermelhadas, em forma de placas, fissuras ou nódulos vermelho-marrons. Existe uma relação comprovada com infecção pelo HPV. As lesões unifocais podem ser tratadas com cirurgia com excisão local com margens negativas. Já as lesões multifocais perineais são manejadas com o uso do ácido tricloroacético a 80%, e as multifocais do canal anal, com terapia ablativa. A doença de Bowen também é um carcinoma de células escamosas, porém, com a lesão restrita à margem anal e sem relação com a infecção pelo HPV. O tratamento envolve ressecção local com margens amplas de segurança.

A doença de Paget do ânus é um adenocarcinoma intraepitelial raro, sendo mais encontrado em idosos.o aspecto típico é uma placa eczematóide bem definida, com ulcerações branco-acinzentadas ou lesões papilíferas. A histologia demonstra a presença de células de Paget positivas para coloração de solução periódica com ácido de Schiff, confirmando o diagnóstico. O tratamento tem como base a extensão local da doença e a presença ou não de doenças malignas subjacentes.

O melanoma anorretal também é raro e a lesão é identificada como uma massa, podendo ser dolorosa ou apresentar sangramento. A maioria dos pacientes apresente metástases à distância ou tumores com invasão profunda a época do diagnóstico. Na doença local ou locorregional, a ressecção abdominoperineal não oferece um  aumento da sobrevida quando comparada a ressecção simples da lesão.



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