CATARATA | Causas, Sinais e Sintomas

Por: Dr. José Fábio de Oliveira Miranda | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 14/11/2013

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Catarata

 

O que é a Catarata?

É a opacificação (“embaçamento”) do cristalino que fica localizado exatamente atrás da íris (parte colorida do olho), podendo ser congênita ou adquirida e constitui a principal causa de cegueira reversível.

 

 

 

Causas e Fatores de Risco:

– Congênita

É uma anomalia genética que tem como fatores de risco o uso de corticóides no primeiro trimestre da gestação, sulfonamidas, diabetes materno, galactosemia no feto, infecção intra-uterina (rubéola, herpes, caxumba).

– Adquirida

90% dos casos são pela própria idade avançada (catarata senil), os outros 10% dos casos são doenças sistêmicas (diabetes, hipocalcemia, doença de Wilson, hipoparatireoidismo, desnutrição grave, distrofia miotônica, dermatite atópica), secundária a doença ocular (uveíte), uso de medicamentos (tamoxifeno, amiodarona, corticóides), radiação ultravioleta, raios infravermelhos e contato com agrotóxicos.

Sinais e Sintomas:

– Congênita

Pode ser assintomática (paciente não sente nada), sendo que os pais podem notar estrabismo ou desatenção visual da criança, apresenta opacificação (“embaçamento”) do cristalino ao nascimento ou até os 03 anos de idade, pode apresentar leucocoria (reflexo pupilar esbranquiçado), nistagmo (movimentos repetitivos e involuntários do olho), manifestações clínicas de doenças subjacente (rubéola congênita, síndrome de Down), teste de acuidade visual anormal em um ou ambos os olhos.

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– Catarata relacionada à idade (Senil)

Diminuição progressiva da acuidade visual, visão turva, imagens distorcidas ou “com fantasma”, acuidade visual alterada sob luz intensa ou dirigindo à noite (ofuscação), quedas ou acidentes, opacificação do cristalino.

– Outros tipos de catarata

Esfoliação (catarata dos sopradores de vidro – exposição aos raios infravermelhos), síndrome de pseudo-esfoliação (condição degenerativa geralmente bilateral, pode afetar idosos), pós-cirúrgico e pós-trauma ou pode ser relacionada à outras doenças de base.

Diagnóstico Diferencial:

– Congênita

Persistência de vítreo primário hiperplásico, aniridia, colobomas, microftalmia, buftalmia, radiação materna, melanoma, amelanótico, retinoblastoma

– Opacificação do cristalino por neoplasia, descolamento da retina, cicatrização.

Exames Complementares:

Acuidade visual, campo visual, teste de potência da acuidade visual, exame biomicroscópico, ecobiometria para o cálculo da lente a ser usada.

Tratamento:

Deve ser cirúrgico, com extração da catarata e colocação de lente intra-ocultar.

Prevenção:

Uso de lentes protetoras para luz ultravioletas.

Prognóstico:

Na catarata congênita, o prognóstico é freqüentemente ruim por causa do risco de ambliopia. Tem um bom prognóstico após extração da catarata, caso não haja lesão ocular prévia.



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