CATARATA | Perda da Transparência do Cristalino

Por: Clara Isabela Pereira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 17/01/2013

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Catarata

 

A catarata é definida como a perda da transparência do cristalino, que pode ir desde pequenas opacidades até opacidades totais, com diminuição da acuidade visual. O aumento da expectativa de vida aumentou a incidência de catarata, tornando-se a principal causa de cegueira no mundo.

Sinais e Sintomas:

O principal sintoma é a diminuição da acuidade visual, que não está associada a dor, lacrimejamento ou hiperemia. Os outros sintomas relacionados são: ofuscamento, diminuição da acuidade visual em situações de baixo contraste como entardecer, miopização e diplopia monocular. A miopia progride até a segunda ou terceira década de vida, qualquer progressão após a quinta década de vida, deve levantar suspeita de catarata. O exame da acuidade visual e a biomicroscopia podem diagnosticar e estadiar a catarata.

Classificação:

A catarata é classificada de acordo com a idade do aparecimento e as características morfológicas das opacidades. Quanto à idade de aparecimento, as cataratas podem ser divididas em congênitas e cataratas do adulto.

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As cataratas congênitas estão presentes ao nascimento, enquanto as do desenvolvimento aparecem após o primeiro ano de vida. Pode ser de causa infecciosa, genética ou malformação fetal. A principal causa infecciosa no Brasil é a rubéola congênita, seguida pela toxoplasmose. As cataratas congênitas ou do desenvolvimento podem ser classificadas morfologicamente como: cataratas polares, cataratas suturais, nucleares, capsulares, lamelares, totais, membranosas e persistência do vítreo primário hiperplásico.

A catarata senil acomete o adulto, geralmente após a quinta década de vida e é consequência de alterações físico-químicas que resultam em alteração da transparência critaliniana e é a catarata mais prevalente.

Tratamento:

A única forma de tratamento para a catarata é a cirurgia, que tem evoluído muito nos últimos anos. A técnica padrão é a remoção do cristalino de forma extracapsular por facoemulsificação e implante de lente intra-ocular dobrável. A cirurgia é realizada sob anestesia locorregional ou tópica, com uso de colírios anestésicos. A recuperação visual se dá em alguns dias e em pelo menos 95% dos pacientes submetidos à fecectomia a visão volta a ser como era antes do aparecimento das opacidades cristalinianas. O implante de lente intra-ocular permite que essa restauração da função visual seja feita com a utilização de óculos de lentes finas, quando necessário. No pós operatório, alguns pacientes podem apresentar opacificação da cápsula posterior do cristalino, que ocorre após seis meses a dois anos de cirurgia e é tratado pela retirada parcial da cápsula com a utilização de laser.



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