CÓLERA | Sintomas – Tratamento – Prevenção

Por: Clara Isabela Pereira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 16/01/2013

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Cólera

 

A cólera é uma doença definida como enterite aguda ou fulminante, que pode ser leve ou grave. O quadro agudo é caracterizado por diarréia aguda, aquosa, profusa e comparável com à água-de-arroz; vômitos copiosos, câimbras musculares, supressão da urina e colapso. É uma doença de notificação obrigatória.

Causada pelo Vibrio cholerae e a transmissão é fecal-oral, que ocorre por meio de água e outros alimentos contaminados com fezes ou vômitos de pacientes infectados. Embora a doença acometa preferencialmente humanos, pode infectar animais marinhos, portanto, ostras, mariscos e outros crustáceos não devem ser consumidos crus.

As vestes pessoais e as roupas de cama também transmitem a doença. As fezes são desprovidas de odor e não mancham a roupa, levando a se pensar que não transmitem a doença.

Sinais e Sintomas:

O paciente acometido pela cólera apresenta diarréia aquosa e indolor, vômitos, rápida desidratação, acidose, colapso circulatório, estado de choque, hipoglicemia e insuficiência renal. Alguns casos podem ser assintomáticos. A voz se altera, fica rouca ou some.

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No estádio de evacuação ocorre perda de líquido pelas fezes e pelos vômitos. Posteriormente segue o estádio álgido, de colapso, com falência circulatória e pulso imperceptível.

O período de incubação dura de horas até 5 dias. O período de transmissibilidade dura enquanto as fezes forem positivas, podendo durar dias a meses. Nos adultos pode ocorrer infecção crônica biliar e eliminação intermitente do vibrião pela fezes.

Medidas preventivas:

A imunização ativa, com células mortas inteiras, por via parenteral, é pouco válida no controle de epidemias nas áreas de alta endemicidade e não evita a infecção assintomática. A proteção é apenas parcial e breve, de poucos meses.

Deve-se hospitalizar os doentes em estado grave. Não é necessário o isolamento absoluto. Casos menos graves podem ser tratados em domicílio, desde que seja realizada a reidratação oral e administrado um antimicrobiano.

Devem ser realizadas desinfecções concorrentes das fezes, dos vômitos e das roupas, assim como artigos e roupas de cama, por calor, ácido carbólico ou outro desinfetante.

São necessárias advertência e vigilância para as pessoas que compartilharam refeições com os doentes nos últimos 5 dias da exposição. Se houver possibilidade de transmissão secundária, justifica-se o uso de antimicrobianos com finalidade profilática.

A base do tratamento está na reposição imediata de líquidos para corrigir a desidratação, a acidose e a hipocalemia.

Terapêutica antimicrobiana:

A tetraciclina e outros antimicrobianos diminuem a duração da diarréia e reduzem o volume de soluções de reidratação necessário. A posologia recomendada é 500 mg, de 8 em 8 horas.



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