COLESTEROL, GORDURAS SATURADAS E DOENÇAS CARDÍACAS

Por: André Duarte | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 18/06/2017

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Os níveis de colesterol no sangue estão diretamente relacionados com a quantidade que ingerimos deste tipo de lipídio e seus efeitos podem ser potencializados com o consumo simultâneo de gorduras saturadas, por exemplo, ao consumir ovos (que possui colesterol) com carne (que possui gordura saturada), os ovos irão aumentar ainda mais os efeitos negativos da carne.

Um estudo experimental descobriu que o consumo de 2 McMuffins (hamburger com ovo) durante duas semanas dispara os valores sanguíneos de colesterol em 30 pontos, enquanto se apenas consumirmos uma versão sem colesterol os valores apenas aumentam 5 pontos, mostrando assim que as gorduras saturadas por si só aumentam ligeiramente os níveis de colesterol, mas isto verifica-se ainda mais quando consumimos colesterol e gordura saturada.

Diretamente relacionado com o tema estão a maioria das doenças cardíacas, doenças essas que são caraterizadas por serem um fenômeno pós-alimentar, significando que o seu desenvolvimento é mais provável que ocorra após as refeições. Quando comemos algo rico em gordura e colesterol, micro gotas chamadas quilomicrons formam uma espessa placa gordurosa que quando conjugada com elevados níveis de LDL (low density lipoproteins – colesterol mau) podem originar a insuficiência cardíaca, por exemplo. No entanto, o nosso organismo tem o potencial de eliminar esta placa para retornar ao estado normal das artérias, o problema é que com a ocidentalização da dieta e com o aumento de produtos de origem animal e diminuição do consumo de frutas e vegetais, estamos regularmente em constante stress pós-alimentar e consequentemente em um estado de acumulação de LDL e de quilomicrons a um ritmo impossível de eliminação pelos sistemas de defesa corporais, o que leva a médio prazo ao aumento descontrolado e perigoso da placa aterosclerótica que age como uma “rolha” nas artérias, impossibilitando a passagem fluente de sangue para o organismo e ao mesmo tempo que leva o músculo cardíaco a um esforço constante e redobrado de modo a tentar nutrir um organismo ‘’entupido’’.

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As gorduras saturadas são comuns na dieta americana, estando presentes em carnes vermelhas e produtos lácteos. A pesquisa nesta área tem sido mista, com alguns estudos mostrando que os produtos lácteos de leite integral poderiam estar ligados a menos gordura corporal e obesidade, possivelmente porque eles promovem sensação de saciedade e, portanto, menos alimento é consumido. Um estudo recente associou lácteos e manteiga com taxas mais baixas de diabetes, embora ainda encontrasse um risco 1% maior de morte por colher de sopa de manteiga.

Em resumo, devemos evitar o consumo de colesterol e gorduras saturadas em conjunto, no entanto, é muito difícil fazê-lo pois normalmente estão ambos associados. Deste modo devemos ter cuidado com o consumo de carnes processadas e ovos pois estes são os alimentos mais concentrados nestes nutrientes.

 

FONTES:
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC295526/
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/222498
http://edition.cnn.com/2016/07/05/health/good-fats-reduce-risk-of-death/index.html



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