COMER POUCO PODE RETARDAR O ENVELHECIMENTO?

Por: Dr. Eduardo Machado de Carvalho | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 17/02/2017

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A restrição calórica prolonga a vida e retarda as doenças crônicas relacionadas à idade em uma variedade de espécies, incluindo ratos, camundongos, peixes, moscas, vermes e leveduras. O mecanismo ou os mecanismos através dos quais isso ocorre não são claros.

Em alguns estudos, mas não em todos, a restrição calórica a longo prazo, prolongou a vida de roedores e primatas não humanos, mas o impacto da restrição calórica na longevidade em humanos ainda é desconhecido.

A restrição calórica reduz a taxa metabólica e o estresse oxidativo, melhora a sensibilidade à insulina e altera a função do sistema nervoso neuroendócrino e simpático em animais. Se a restrição calórica prolongada aumenta a vida (ou melhora os biomarcadores do envelhecimento) em humanos é desconhecido.

Nas experiências da natureza, os seres humanos foram submetidos a períodos de inanição parcial não-voluntária. No entanto, as dietas em quase todos esses casos foram de má qualidade. A ausência de informação adequada sobre os efeitos de dietas de boa qualidade e com restrição calórica em seres humanos não obesos reflete as dificuldades envolvidas na realização de estudos a longo prazo em um ambiente tão propício à superalimentação. Tais estudos em humanos também levantam questões éticas e metodológicas. Estudos futuros em seres humanos não obesos devem focar nos efeitos da restrição calórica prolongada na taxa metabólica, nas adaptações neuroendócrinas, em diversos biomarcadores do envelhecimento e em preditores de doenças crônicas relacionadas à idade.

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Mas por quê comer pouco pode retardar o envelhecimento?

Existe a hipótese que os efeitos antienvelhecimento da restrição calórica são devidos à redução do gasto energético, resultando em uma redução na produção de espécies reativas de oxigênio e, portanto, uma redução no dano oxidativo. Além disso, outros efeitos metabólicos associados à restrição calórica, tais como a sensibilidade à insulina melhorada, também podem ter um efeito antienvelhecimento. Em um estudo com 48 homens e mulheres sedentários e com excesso de peso, seis meses de restrição calórica, com ou sem exercício, resultaram em perda significativa de peso como esperado. Além disso, foram observadas reduções mediadas pela restrição calórica nas concentrações de insulina em jejum, temperatura corporal central, níveis séricos de T3 e danos oxidativos ao DNA (como refletido por uma redução na fragmentação do DNA), sugerindo um possível efeito antienvelhecimento da restrição calórica prolongada.



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