CRISE CONVULSIVA FEBRIL – CONVULSÃO FEBRIL

Por: Clara Isabela Pereira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 23/09/2012

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Convulsão febril

 

Convulsão que ocorre devido uma infecção febril, como otite média aguda, amigdalites, laringites e exantema súbito. Acomete crianças de 9 meses a 5 anos, é uma crise do tipo tônico-clônica generalizada que dura menos de 15 minutos e após o episódio causa uma sonolência leve.

A criança não evolui com anormalidades neurológicas e déficit cognitivo e não se torna um adulto epilético. Entretanto, alguns fatores de risco, quando associados à crise febril, podem aumentar a chance da criança desenvolver epilepsia tardiamente, são eles:

– Crise febril complexa.
– História familiar positiva para epilepsia.
– Primeira crise febril antes de 12 meses.
– Atraso do desenvolvimento neuropsicomotor.
– Anormalidades neurológicas.

É a desordem convulsiva mais comum na criança e é bastante frequente na presença de história familiar de crises febris.

Sinais e Sintomas:

A criança apresenta as manifestação da infecção que precedeu a crise febril  (otite, amigdalite) e febre alta, com elevação rápida da temperatura. O exame neurológico é inteiramente normal após a crise.

Pode apresentar-se sonolenta após a crise, que dura geralmente menos de 15 minutos.

Exames complementares:

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Na emergência, deve ser solicitado:

– Dosagem de eletrólitos e glicemia, na suspeita de crise sintomática.
– Punção lombar, para excluir infecção de SNC.

Na crise simples, com foco infeccioso definido, o eletroencéfalograma (EEG) não tem indicação, assim como os exames de imagem do sistema nervoso central (tomografia, ressonância).

Tratamento:

– Orientar os pais que as crises são benignas, autolimitadas, não provocam déficit intelectual ou anormalidade neurológica futura, não evoluem para epilepsia na maioria dos casos, e acontece até geralmente 5 anos.
– Orientar o uso de antitérmicos na presença de doença infecciosa, não agasalhar demais, dar banhos de água morna e usar compressas frias nas axilas e virilha.
– Quando a criança apresentar a crise, deve-se deitá-la em uma superfície lisa, em decúbito lateral, com a cabeça apoiada e nunca introduzir qualquer objeto na boca da criança. Procurar atendimento se a criança começar a ficar arroxeada ou a crise durar mais de 10 minutos.
– O tratamento da crise é feito com anticonvulsivante (como o diazepan).
– Os pais podem ser orientados a utilizar diazepan em gel (0,5mg/kg/dose) por via retal na criança em casa. O uso promoverá a interrupção da crise atual e previne a recorrência nas próximas 24 horas.



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