DALTONISMO – A Doença Genética Relacionada às Cores

Por: Tiago Zenero | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 22/04/2014

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Daltonismo

 

O daltonismo é um problema na percepção visual que se caracteriza pela incapacidade de diferenciar cores. Geralmente, a dificuldade é em distinguir as cores verde e vermelha, mas, dependendo do caso, o paciente pode apresentar inabilidade para assimilar qualquer cor.

O distúrbio foi estudado pela primeira vez no século XVIII pelo químico John Dalton. O cientista, que era portador da doença, descobriu que o problema está ligado diretamente ao cromossomo X, portanto afeta mais os homens do que as mulheres, pois eles apresentam apenas um cromossomo X, enquanto elas têm dois.

Causas e sintomas:

O daltonismo é quando há problemas nos grânulos de detecção de cor em algumas células nervosas do olho, os cones, que ficam localizados na retina, a camada sensível à luz de tecido que reveste a parte traseira do globo ocular.

O tipo mais comum do distúrbio é quando apenas um pigmento está faltando, portanto o paciente tem dificuldades para diferenciar o verde do vermelho. Em outros casos, um segundo pigmento também não está presente e, então, a pessoa não consegue distinguir o azul do amarelo, além do verde e vermelho.

Já em uma condição mais rara, o daltonismo pode aparecer como acromatopsia. Nesse caso, o paciente não consegue enxergar nenhuma cor e vê tudo em tons de cinza. Os portadores de acromatopsia, geralmente, são extremamente sensíveis à luz e possuem uma visão muito debilitada.

A maior causa do daltonismo é relacionada a problemas genéticos. Um a cada dez homens são daltônicos. Já a incidência em mulheres é muito baixa.

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Outras causas podem vir de alguma lesão nos órgãos responsáveis pela visão ou pela ingestão de alguns medicamentos, como o hidroxicloroquina, que é usado para tratar artrite reumatoide.

Os sintomas variam muito de acordo com o paciente, por isso é necessário que o oftalmologista verifique a visão de cores de diversas maneiras e faça o teste de daltonismo para diagnosticar a doença.

Dentre os sintomas mais comuns, porém, estão: dificuldade para enxergar cores e o brilho das cores de maneira normal e incapacidade de distinguir a diferença entre as tonalidades de cores iguais ou semelhantes.

Às vezes, os sintomas são tão leves que o daltonismo passa imperceptivelmente pela vida do paciente. É mais fácil os pais notarem o distúrbio quando a criança ainda está no processo de aprendizagem de cores.

Tratamentos e expectativas:

Não há nenhum tratamento conhecido para o daltonismo, porém existem lentes corretivas e óculos especiais. Assim, o paciente pode conviver normalmente com o distúrbio sem que nenhum dano à saúde seja causado.

Portanto, apesar de o daltonismo ser uma condição para toda a vida, as expectativas são de que a pessoa consiga se adaptar e ajustar-se a ele sem dificuldade ou deficiência.

Em casos específicos, quem possui o distúrbio pode ser prejudicado. Um exemplo é na obtenção de um emprego que exija a capacidade de enxergar as cores com precisão, como eletricistas que necessitam usar fios codificados por cores, pintores, designers de moda e cozinheiros que usam a cor da carne para dizer se a comida está pronta.



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