DEPRESSÃO PÓS-PARTO

Por: Tiago Zenero | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 22/09/2015

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Depressão pós-parto

 

Depressão pós-parto é o transtorno psicológico após o nascimento do bebê. Algumas mulheres, após darem a luz, podem se sentir irritadas, perderem o sono, chorar facilmente ou mudar o humor de feliz para triste rapidamente. Esses são sintomas da depressão pós-parto, causada pela alteração hormonal, situação de estresse e as exigências de um novo bebê.

Geralmente, o pico da depressão pós-parto acontece no quarto dia da maternidade e pode ser aliviado em torno de duas semanas após o parto nos casos de depressão leve. Em alguns casos, a depressão não fica restringida apenas à mãe e pode também afetar o pai. É importante deixar claro para o paciente que a depressão pós-parto não é uma falha de caráter ou uma fraqueza e que o tratamento imediato deve gerir os sintomas e deixar os pais disfrutarem de seu bebê.

Causas e sintomas
Não há uma causa específica para a doença. Em muitos casos, a combinação das alterações hormonais decorrentes do término da gravidez com fatores emocionais e físicos, assim como o estilo de vida, acabam influenciando para a depressão pós-parto.

Dentre os sintomas, destacam-se: problemas para dormir, mudanças de humor, choro, ansiedade, tristeza, desesperança, irritabilidade e falta de concentração.

Fatores de risco e prevenção
Tendo em vista as diferentes condições comportamentais, assim como o ambiente em que vivem e o estilo de vida que levam, algumas pessoas estão mais propensas a apresentarem a depressão pós-parto. Os fatores de risco incluem: histórico de depressão pós-parto; falta de apoio da família, parceiro e amigos; estresse elevado por problemas pessoais, financeiros familiares, laborais, dentre outros; limitações físicas anteriores ou após o parto; depressão durante a gravidez; transtorno bipolar; histórico familiar de depressão ou de transtorno bipolar; histórico de desordem disfórica pré-menstrual, uma forma grave de tensão pré-menstrual (TPM); casos de violência doméstica.

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Para evitar essa situação de depressão pós-parto, o melhor a se fazer é tomar algumas medidas preventivas, pois, apesar de não conseguirem controlar as alterações hormonais, há diversos fatores que podem ser modificados na vida da gestante para diminuir o risco de desenvolvimento dessa condição.

O primeiro passo é manter corpo e mente fortes, com alimentação saudável, pelo menos oito horas diárias de sono e realização de exercícios frequentemente. É altamente recomendado que se evite o uso de cafeína, álcool e outras drogas ou medicamentos que não sejam recomendados diretamente por um médico ou especialista.

Tratamento
Além do apoio de familiares e amigos, assim como orientação e suporte psicológico, é possível que o médico prescreva alguns medicamentos antidepressivos para o tratamento da depressão pós-parto.

Depois de iniciar o tratamento com antidepressivos, o paciente deve se sentir melhor no prazo de uma a três semanas, porém, o tratamento pode levar de seis a oito semanas para realmente se tornar eficaz. O uso de remédios deve ser feito por pelo menos seis meses para que se evite recaídas, mas o médico pode prolongar o uso dependendo do histórico do paciente.

Pacientes que apresentem depressão pós-parto moderada a grave devem combinar a medicação com terapia.  Já os pacientes que desenvolverem depressão leve não devem precisar dos medicamentos.



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