DERMATOSES OCUPACIONAIS | Doenças no Trabalho

Por: Clara Isabela Pereira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 17/01/2013

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Dermatose ocupacional

 

As dermatoses ocupacionais englobam as doenças de pele, cabelos ou unhas decorrentes, agravadas, relacionadas ou mantidas pelo exercício de alguma ocupação. Também estão envolvidas as dermatoses preexistentes que pioram dependendo da atividade do paciente, tais como psoríase e líquen plano.

São classificadas de acordo com os agentes causadores em:

– Causas indiretas ou fatores predisponentes: dependem da idade, sexo, raça, clima, condições de trabalho, antecedentes pessoais e doenças concomitantes.
– Causas diretas: causadas por agentes biológicos, físicos, químicos, existentes no meio ambiente e que atuariam diretamente sobre o tegumento, causando ou agravando a dermatose preexistente.

Sinais e Sintomas:

As dermatites de contato são as dermatoses ocupacionais mais comuns, principalmente com lesões eczematosas agudas e subagudas, predominando eritema, edema e vesículas, podendo formar bolhas. Cronicamente pode ocorrer espessamento da epiderme, com descamação e fissuras e podem persistir por meses ou anos. O prurido (coceira) é o sintoma mais relatado em todos os estágios.

A dermatite ocupacional pode ser do tipo irritativa, alérgica de contato, contato fototóxica ou fotoalérgica.

Causas:

As principais causas das dermatites ocupacionais são:

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– Calor: principal causador de dermatoses ocupacionais por agentes físicos, causando queimaduras de 1º, 2º e 3º grau. A de 1º grau atinge a epiderme e não deixa lesões residuais, a de 2º grau acomete a derme superficial e profunda, causando cicatrizes residuais; e a de 3º grau acomete subcutâneo, plano muscular e partes ósseas, causando sequelas importantes;
Frio: pode causar fenômeno de Raynoud, eritema pérnio, frosbite e urticária;
– Radiações ionizantes;
– Radiações não ionizantes;
– Fatores mecânicos: pressão, fricção ou atrito por longos períodos podem causar hiperceratoses;
– Agente biológicos;
– Contactantes: são exemplos o níquel, cimento, borracha e seus componentes, resinas, óleos de corte e madeira. Marceneiros, carpinteiros, escultores e trabalhadores da indústria da madeira estão sujeitos a dermatite irritativa de contato, dermatite alérgica de contato, fotossensibilização, hipercromia, eritema multiforme, conjuntivites, rinites e asma ocupacional.

Diagnóstico:

O diagnóstico é estabelecido pela história clínica, em que, geralmente, a localização da dermatose está associada com agente de contato no ambiente de trabalho. O exame físico deve ser completo e todo o tegumento cutâneo avaliado.

Tratamento:

O tratamento da dermatose ocupacional varia de acordo com o tipo de lesão e o seu agente causal. Geralmente são incluídas medidas gerais de limpeza das lesões, evitar exposição solar e, em alguns casos, afastar da atividade profissional até a melhora do quadro. O tratamento medicamento é feito com corticosteroides e antibióticos, tópicos ou sistêmicos.



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