DESNUTRIÇÃO

Por: Marina Zanetti | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 12/05/2015

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Desnutrição

 

A desnutrição energético-protéica é ocasionada em função da deficiência em nutrientes que são necessários para o bom funcionamento do organismo humano. A desnutrição é decorrente da insuficiência em energia e aporte alimentar necessário, podendo ser classificada em primária quando ocorre por carência nutricional e secundária quando existe alguma doença causando a desnutrição.

De forma geral, a desnutrição é muito relacionada e também muito presente em famílias de baixa renda, famílias desempregadas, de baixa escolaridade, em condições precárias de saúde e situações de pobreza extrema, mas principalmente, relaciona-se a hábitos alimentares inadequados.

A partir do momento que há instalação da desnutrição, é possível notar diminuição do ganho de peso e também diminuição no crescimento, quando se trata por exemplo de uma criança. É possível notar também, perda de massa muscular e ainda irritabilidade fácil, desânimo e até mesmo depressão, além de alterações específicas de cada deficiência nutricional. A desnutrição predispõe ainda ao aparecimento de uma série de doenças que incluem infecções mais freqüentes e mais graves, distúrbios metabólicos e hidroeletrolíticos e desidratação.

Diagnóstico:

O diagnóstico pode ser realizado por médicos e nutricionistas e se baseia principalmente na história do paciente e também no exame físico realizado pelo profissional de saúde em questão, que irá analisar índices antropométricos, que são os responsáveis por relacionarem algumas medidas entre si e avaliarem o grau de desnutrição do paciente.

As principais medidas são:

Peso/Idade;

Estatura/Idade: é alterada quando a desnutrição é crônica;

Peso/Altura: também conhecido como índice de massa corporal (IMC): é alterada quando o caso é agudo, recente.

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Principais sinais associados a desnutrição:

Cabelos: se apresentam sem brilho, quebradiços, finos, esparsos e fáceis de serem arrancados.

Face: pode haver presença de inchaço.

Olhos: apresentam-se pálidos e sem brilho.

Lábios: pode apresentar pequenas fissuras nos cantos labiais, e presença de aftas.

Língua: pode apresentar-se inflamada, com secreção diminuída e ainda presença de ulcerações.

Gengivas: ficam mais vulneráveis a sangramentos.

Pele: ressecada, fina e com presença de manchas.

Unhas: tornam-se quebradiças.

Músculos: tornam-se hipotrofiados (pouca massa muscular).

Tecido subcutâneo: apresenta-se escasso, dando a impressão de extremamente emagrecido, comum da desnutrição.

Sistema Nervoso: há alterações no comportamento, confusão mental, perda de sensibilidade, sensação de formigamento e dormência.

Pacientes que são diagnosticados com desnutrição devem realizar uma série de exames laboratoriais para que assim sejam diagnosticadas todas as suas carências, sendo que as principais são: carência em vitamina A, vitaminas B1 (tiamina), B2 (riboflavina), B3 (niacina), B6 (piridoxina), b12 (cobalamina), vitamina C e vitamina D. Para cada deficiência existe um tratamento específico, que é realizado além da alimentação, também com suplementação se necessária.

Tratamento:

O tratamento depende do grau de desnutrição que se encontra o paciente:

Desnutrição leve e moderada: o paciente deve ser acompanhado em nível ambulatorial por um médico endocrinologista e também por um nutricionista, que irão adaptar a alimentação e suplementação de vitaminas e minerais necessárias para cada caso.

Desnutrição grave: o paciente que se encontra em um quadro muito crítico de desnutrição deve ser acompanhado mais de perto, através de uma internação com posterior seguimento ambulatorial.



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