DISLEXIA – A DIFICULDADE NA APRENDIZAGEM

Por: Tiago Zenero | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 17/05/2015

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Dislexia

 

A dislexia é um transtorno específico de aprendizagem, de origem neurobiológica. Sua principal característica é a dificuldade no reconhecimento preciso e na fluência de palavras, assim como nas habilidades de decodificação e soletração. Como consequência, tais dificuldades acarretam em um déficit no componente fonológico da linguagem.

Mesmo assim, existem diversos graus de dislexia, que podem comprometer a capacidade de ler e escrever ou até impedir o estabelecimento de memória fonética ao paciente. Estima-se que o transtorno atinge de 0,5 % a 17 % da população mundial.

Causa e sintomas

A causa da dislexia é de origem cromossômica, ou seja, da alteração hereditária de um cromossomo. Isso explica a ocorrência do distúrbio em pessoas da mesma família. Algumas pesquisas afirmam que a causa da dislexia está relacionada à produção excessiva de testosterona pela mãe durante a gravidez, mas o tema ainda é muito discutido pelos especialistas.

Os sintomas variam de intensidade de acordo com os graus da doença. A parte mais perceptível é no processo de alfabetização das crianças.

Dentre os sintomas mais comuns, é possível perceber grande dificuldade nas seguintes tarefas: ler, escrever e soletrar; entendimento do texto escrito; identificação de fonemas, associação às letras e reconhecimento de rimas e aliterações; decorar a tabuada, reconhecer símbolos e conceitos matemáticos; ortografia: troca de letras, inversão, omissão ou acréscimo de letras e sílabas; organização temporal, espacial e coordenação motora.

Diagnóstico

O diagnóstico é muito complicado de ser feito e exige a análise de vários profissionais. Geralmente, o paciente é tratado por, pelo menos, um médico, um psicopedagogo, um psicólogo, um fonoaudiólogo e um neurologista.

Eles fazem o diagnóstico por exclusão, certificando-se antes que o paciente não possui deficiências visuais e auditivas, déficit de atenção, escolarização inadequada, problemas emocionais, psicológicos, socioeconômicos ou outros fatores que possam interferir na aprendizagem.

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É muito importante que o diagnóstico seja dado o mais rápido possível para que o paciente inicie um tratamento. Caso contrário, ele pode ser vítima de bullying e rótulos degradantes na escola devido à dificuldade na aprendizagem.

Tratamento e recomendações

Ainda não há uma cura para a dislexia e o tratamento, assim como o diagnóstico, inclui a participação de especialistas de diversas áreas. O processo consiste em ajudar o portador do distúrbio a superar o comprometimento nas tarefas que incluem leitura, expressão escrita, matemática, etc.

Para o tratamento ser precoce e eficaz, especialistas indicam uma série de recomendações e cuidados, principalmente para os pais, em relação às crianças.

É comum que algumas crianças apresentem dificuldade no processo de alfabetização, especialmente quando estão começando aprender a ler e a escrever. Em muitos casos, elas são apenas muito novas e imaturas para o aprendizado, mas caso tal dificuldade persista por muito tempo, os pais devem encaminhar a criança para profissionais que possam avaliar a situação e definir se ela é portadora de dislexia.

Caso o paciente seja diagnosticado com dislexia, isso não quer dizer que ele é menos inteligente que outras pessoas, apenas que apresenta um distúrbio que dificulta a aprendizagem, porém isso pode ser corrigido ou atenuado. É imprescindível ressaltar isso para todos os portadores de dislexia, pois o psicológico do paciente tem que estar preparado para lidar com o tratamento.

O tratamento em si é muito longo e demanda persistência. Na maioria dos casos, os resultados são pouco observados e demoram a aparecer. Mesmo assim, familiares e amigos nunca devem deixar de incentivar o paciente.

A estrutura escolar que o portador de dislexia frequentar deve estar preparada para recebê-lo, assim como os profissionais que atuem na instituição. É muito interessante ensinar sobre a doença para os colegas de classe e aqueles que convivem com o paciente. A informação sobre a doença é o melhor caminho para evitar que o portador sofra qualquer preconceito ou rejeição que possa desencadear em baixa autoestima.



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