DISTROFIA SIMPÁTICO-REFLEXA

Por: Cássia Rocha | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 08/04/2015

PUBLICIDADE
distrofia simpático-reflexa

 

A distrofia simpático-reflexa (ou DSR) é uma doença complexa, tanto que até há pouco tempo não havia consenso nem quanto ao nome. Existiam várias denominações: síndrome da dor pós-traumática, neuralgia traumática, síndrome ombro-mão, entre outras.

Mas o que significa esse nome difícil? Os portadores dessa síndrome sentem dor desproporcional e contínua nos membros superiores, normalmente após alguma lesão. Vamos entender mais a respeito a seguir.

Como a distrofia simpático-reflexa é desencadeada?

Em geral, após algum tipo de trauma, como fratura ou cirurgia no ombro, lesão em um nervo ou AVC. Após o trauma, há uma evolução do quadro para distrofia ou atrofia (rigidez do membro). Costuma acometer os membros superiores, por vezes podendo estender-se também aos inferiores.

Na DSR, o sistema nervoso não “entende” que a lesão já foi curada, e continua emitindo sinais de dor intensa ao local. Esse distúrbio costuma acometer mais mulheres do que homens.

Foram registrados também casos de dor intensa sem explicação em pacientes com distúrbios psicológicos e depressão.

Apesar de ser muito mais comum em adultos, a distrofia simpático-reflexa pode aparecer também em crianças. As que apresentam um perfil extremamente perfeccionista têm mais tendência, especialmente quando somado a um quadro estressante para a idade, como separação ou morte dos pais, por exemplo.

- PUBLICIDADE -

Sintomas da distrofia simpático-reflexa

Além da dor intensa e contínua, muitas vezes o paciente sente também alta sensibilidade na pele do membro acometido, que pode apresentar vermelhidão, aumento da temperatura e edema (inchaço).

A dor geralmente é descrita como uma forte queimação.

Tratamento da distrofia simpático-reflexa

Os sintomas normalmente duram em torno de três meses, e podem evoluir para casos muito graves se o problema não for tratado adequadamente. O membro pode ficar totalmente atrofiado, tornando a recuperação muito mais difícil.

Para o sucesso do tratamento, é importante que o diagnóstico seja feito ainda no estágio inicial, porém isso nem sempre acontece, por se tratar de uma condição tão complexa. Após o diagnóstico, um médico idealmente com bastante experiência em distrofias, ou até mesmo uma equipe multidisciplinar dependendo do caso, poderá iniciar o tratamento.

Normalmente são ministrados medicamentos utilizados para epilepsia, antidepressivos e anti-inflamatórios não- hormonais. A fisioterapia também pode fazer parte do tratamento, mas o profissional irá avaliar cuidadosamente o caso, pois em alguns pacientes o efeito da fisioterapia é nulo ou até mesmo contrário ao desejado, podendo piorar os sintomas.

Caso o tratamento inicial não funcione, a simpatectomia pode ser considerada, que consiste na retirada cirúrgica do nervo simpático principal.



PUBLICIDADES


Deixe um Comentário

Antes de enviar seu Comentário, faça o cálculo abaixo: * Time limit is exhausted. Please reload CAPTCHA.

Powered by WordPress | Designed by: Best SUV | Thanks to Toyota SUV, Ford SUV and Best Truck