DIVERTICULITE

Por: Clara Isabela Pereira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 25/03/2015

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Diverticulite

 

A doença diverticular do intestino é caracterizada por herniações da mucosa através da camada muscular circular, geralmente no local de uma artéria perfurante. Pode ser do tipo doença diverticular colônica difusa ou hipotônica e doença diverticular espástica do sigmóide ou hipertônica.

A fase pré-diverticular é caracterizada por espessamento da camada muscular circular do cólon, encurtamento das haustrações, restrição da luz. A fase de divertículos é caracterizada por herniações da mucosa através da camada muscular circular que vão alojar-se no apêndice epiploico ou na gordura pericólica. Na fase avançada ocorre sinais inflamatórios crônicos com fibrose e estenose.

A doença acomete ambos os sexos, sendo a forma hipotônica mais frequente após os 60 anos de idade e a hipertônica entre 40 e 60 anos.

CAUSAS:

– Defeitos da motilidade do cólon e aumento da pressão intraluminal
– Segmentação colônica decorrente de contrações não propulsivas
– Alterações degenerativas do envelhecimento
Estresse
– Síndrome do intestino irritável

FATORES DE RISCO:Diverticulite

– Alimentação pobre em fibras
Ansiedade
– Diverticulite anterior

QUADRO CLÍNICO:

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Doença diverticular hipotônica: dor difusa no abdômen e distensão abdominal que piora após ingestão de alimentos, ritmo intestinal irregular, melena, hematoquezia, hemorragia digestiva baixa.

Doença diverticular hipertônica: ritmo intestinal irregular associado a dor abdominal do tipo cólica, massa palpável na fossa ilíaca esquerda, firme e hipersensível, abdômen distendido e timpânico.

Diverticulite: dor abdominal de início agudo, associada a hipersensibilidade; febre com calafrios, anorexia, náuseas, vômitos, parada de eliminação de gases e fezes, descompressão dolorosa, defesa involuntária, abdômen em tábua, ruídos intestinais diminuídos ou ausentes, disúria, polaciúria.

EXAMES COMPLEMENTARES:

– Hemograma;
Colonoscopia e retossigmoidoscopia;
– Enema opaco com duplo contraste;
– Raio-x simples de abdômen em decúbito e na posição ortostática;
– Tomografia com ou sem contraste retal;
Angiografia mesentérica;
– Cintilografia;
– Biópsia.

TRATAMENTO:

Deve-se aumentar o consumo de fibras na alimentação e a ingestão de líquidos. A terapia medicamentosa é sintomática, com antiespasmódicos, antidiarreicos e antiflatulentos. Ansiolíticos podem ser necessários em alguns casos.

COMPLICAÇÕES:

A doença diverticular hipotônica pode complicar com hemorragia digestiva baixa. Já a doença hipertônica apresenta como complicações perfuração com peritonite localizada ou difusa, abscesso, fístulas e semioclusão intestinal.



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