DOENÇA DA MEMBRANA HIALINA | Deficiência de Surfactante Pulmonar no Recém-Nascido

Por: Clara Isabela Pereira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 22/10/2012

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Doença da Membrana  Hialina

 

A doença da membrana hialina (DMH) é uma das principais causas de desconforto respiratório no recém-nascido prematuro e a principal causa de óbito neonatal.  É causada pela deficiência de surfactante pulmonar, que tem como função diminuir a tensão superficial da interface ar/líquido no alvéolo, evitando o seu colapso no final da expiração.

Fatores de risco:

Os principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença da membrana hialina são: prematuridade, asfixia perinatal, mãe diabética, sexo masculino, raça branca, hemorragia materna, parto cesáreo e gestações múltiplas.

Sinais e Sintomas:

A criança apresenta aumento da frequência respiratória (taquipneia), esforço respiratório moderado a grave, retração subcostal, batimento da asa do nariz, palidez cutânea, gemência, cianose. A evolução é progressiva, com piora ocorrendo em geral nas primeiras 24 horas após o nascimento. Geralmente, os sinais e sintomas persistem por três dias e depois apresentam melhora progressiva.

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Diagnóstico:

O diagnóstico é baseado no quadro clínico, nos aspectos radiológicos e laboratoriais.

Radiologicamente é visualizado: hipotransparência homogênea, conhecido como aspecto de vidro moído; microatelectasias, edema intersticial, broncogramas aéreos principalmente em lobos superiores. Inicialmente a radiografia é normal, apresentando-se alterada por volta de 12 horas de vida.

A gasometria arterial revela hipóxia inicial e posteriormente acidose respiratória e/ou mista.

Diagnósticos diferenciais:

Os principais diagnósticos diferenciais são: pneumonias congênitas, taquipneia transitória do recém-nascido, cardiopatias congênitas cianóticas e malformações pulmonares.

A proteinose alveolar congênita é uma doença congênita em que há deficiência da apo-proteína B do surfactante, que causa a doença da membrana hialina, até mesmo em recém-nascido a termo.

Tratamento:

Inicialmente deve ser realizado controle da temperatura, oferta de líquidos, suporte hemodinâmico e oferta calórica. A principal medida terapêutica é a administração exógena de surfactante, que é realizada através do tubo traqueal, duas a quatro doses com intervalo de 12-24 horas.

Prevenção:

Como a prematuridade é o principal fator de risco para DMH, deve-se prevenir o parto prematuro, fazendo um pré-natal adequado, acompanhamento da gestação de alto risco. Se a mulher entrar em trabalho de parto e for pré-termo, deve-se administrar corticoide antes de 48 horas do parto, com a finalidade de reduzir a incidência e a gravidade da doença.



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