DOENÇA DE BUERGER

Por: Clara Isabela Pereira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 31/05/2013

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Doença de Buerger

 

A doença de Buerger ou Tromboangeíte obliterante é uma doença inflamatória crônica das artérias de pequeno e médio calibres, principalmente dos membros inferiores, acompanhada de oclusão arteriolar e isquemia dos tecidos, os quais podem ulcerar ou necrosar. Predomina no sexo masculino, entre 20 e 50 anos.

Causas:

Pode ser causada por tabagismo (considerado principal causa), fatores genéticos, hiper-homocisteinemia e distúrbio autoimune com sensibilidade mediada por células do colágeno humano dos tipos I e III.

Sinais e sintomas:Doença de Buerger

O paciente apresenta claudicação intermitente, dor persistente nas extremidades, parestesias dos pés e/ou dedos das mãos, hipersensibilidade ao frio, alterações da cor da pele de acordo com a posição do paciente, flebite superficial migratória, nódulos cutâneos hipersensíveis nas extremidades, redução ou ausência dos pulsos distais com pulsos proximais normais, edema, hiperidrose, fenômeno de Raynaud.

Diagnósticos diferenciais:

Os principais diagnósticos diferenciais são: neuropatia periférica, doença aterosclerótica periférica, embolia arterial e trombose, traumatismo ocupacional, doença de Raynaud, acrocianose, livedo reticular, úlceras neurotróficas, gota, poliarterite nodosa, esclerodermia.

Exames complementares:

Os exames complementares necessários são:

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– Hemograma: pode ser encontrado leucocitose e anemia;
VHS: está aumentada;
– Eletroforese das proteínas: globulinas estão aumentadas;
– Duplex scan: espessamento da parede e oclusão das artérias, comprometimento das veias satélites;
– Arteriografia ou angiografia de subtração digital: múltiplas áreas de oclusão de artérias de pequeno e médio calibres, nos braços e nas pernas. As artérias de maior calibre são preservadas;
– Eletromiografia: estudo de velocidade de condução nervosa para excluir neuropatia;
– Biópsia.

Comprovação diagnóstica:

O diagnóstico definitivo é realizado através dos critérios de Shinoya:

– história de tabagismo;
– início antes dos 50 anos;
– lesões arteriais infrapoplíteas;
– comprometimento do membro superior ou flebite migratória;
– ausência de fatores de risco para aterosclerose, salvo tabagismo.

O diagnóstico pode ser firmado se os 5 critérios estiverem presentes, mas o diagnóstico de certeza é dado pelo exame histopatológico.

Complicações:

As complicações da tromboangeíte obliterante são: ulcerações, gangrena, mutilação e anquilose.

Tratamento:

Deve haver abstenção completa do tabaco. Passada a fase aguda, deve-se incentivar caminhadas. Proteger contra traumatismos e infecções, tratar adequadamente as dermatofitoses, proteger contra vasoconstrição devido ao frio e uso de medicamentos, debridamento, pequenas amputações, amputação para úlcera que não cicatriza, gangrena e dor refratária, deve-se preservar o membro o mais possível. Nos casos graves, simpatectomia lombar, para aumentar o suprimento sanguíneo da pele. Nos casos com estabilização do processo inflametório, cirurgia de revascularização excepcionalmente.

Evolução e prognóstico:

Ocorre remissão parcial ou total da doença com interrupção do tabagismo, e há progressão inexorável se o paciente continuar tabagista.



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One Response para o texto: “DOENÇA DE BUERGER”

  1. rodrigo tadeu dos reis disse:

    minha mãe ficou com o dedo da mâo vermelho e com umas bolhas,o medico falou que era flebite e teve que fazer raspagem no dedo,mais pelo o que eu vir sobre flebite,e ocasionado pelo cigarro, mais minha mãe não fuma ela e diabética e toma isolina. o que pode ter ocasionado?

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