DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA – DPOC

Por: Clara Isabela Pereira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 26/09/2012

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DPOC

 

Síndrome em que ocorre obstrução crônica difusa das vias aéreas inferiores, com destruição progressiva do parênquima pulmonar e de caráter irreversível. Os pacientes apresentam bronquite obstrutiva crônica e/ou enfisema pulmonar, que são os dois principais componentes histopatológicos da doença, e ocorrem devido à exposição ao tabaco.

É uma doença que acomete todo o mundo e sua prevalência vem aumentando, principalmente no sexo feminino. É uma doença de adultos idosos, manifestando-se geralmente entre a quinta e sexta década de vida e o tabagismo é o principal fator de risco para a DPOC.

Fatores de risco:

– Tabagismo;
Asma;
– Tabagismo passivo;
– Exposição ocupacional à poeiras orgânicas, fumaças e vapores;
– Deficiência de alfa1-antitripsina;
Câncer de pulmão.

Sinais e Sintomas:

O paciente apresenta dispnéia aos esforços e a evolução é insidiosa, progressiva, com pioras agudas ocasionadas por fatores descompensantes, como infecção. A medida que a doença vai evoluindo, a dispneia torna-se cada vez mais progressiva, sendo desencadeada por esforços menores, podendo chegar até dispneia em repouso. O paciente também apresenta tosse.

Ao exame físico do paciente bronquítico são encontrados sibilos, roncos, estertores crepitantes e subcrepitantes e diminuição do murmúrio vesicular. No enfisema não há ruídos adventícios, há apenas diminuição do murmúrio vesicular. No paciente com DPOC a fase expiratória da respiração é muito prolongada, em relação à fase inspiratória. Alguns pacientes expiram como se estivem soprando.

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O tórax pode se apresentar em forma de tonel e podem ser observados principalmente dois tipos de pacientes: os sopradores róseos e os inchados azuis.

Os sopradores róseos representam os pacientes com enfisema. Os pacientes apresentam a pele com coloração avermelhada e o tórax em tonel. Geralmente são magros e apresenta dispneia expiratória (sopradores).

Os inchados azuis representam os bronquíticos graves. Apresentam-se cianóticos (azuis) devido um distúrbio mais grave da troca gasosa. Frequentemente são obesos e apresentam a síndrome da apneia do sono.

Exacerbação ou descompensação da DPOC:

Os pacientes apresentam uma função pulmonar deprimida, portanto, qualquer fator que atinja o aparelho respiratório pode agravar o quadro clínico da DPOC, caracterizando a fase descompensada da doença.

O principal fator descompensante é a infecção respiratória bacteriana ou viral. O paciente vai apresentar aumento do volume do escarro e este se torna purulento.

Exames complementares:

– Hemograma;
– Gasometria arterial;
Eletrocardiograma;
Radiografia de tórax;
– Prova de função pulmonar;
– Tomografia computadorizada de tórax.

Tratamento:

O tratamento é feito baseado em:

– Abstinência do tabagismo: cessando o contato com o tabaco o paciente evita a progressão da doença;
– Tratamento farmacológico das exacerbações: é feito com antibióticoterapia, broncodilatadores, corticosteroides sistêmicos, teofilian ou aminofilina, mucolíticos e ventilação;
– Tratamento farmacológico crônico;
– Reabilitação cardiopulmonar;
– Oxigenoterapia nos pacientes francamente hipoxêmicos;
– Avaliação da indicação de transplante pulmonar.



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