ECLÂMPSIA E PRÉ-ECLÂMPSIA | Toxemia Gravídica

Por: Marina Zanetti | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 17/01/2013

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Toxemia gravídica

 

A toxemia gravídica é uma patologia que geralmente ocorre ao final da gestação, caracterizada por manifestações clínicas como hipertensão arterial (pressão alta), edema (inchaço) e proteinúria (perda de proteína pela urina). Nos casos mais graves instalam-se convulsões e passa a ser chamada de eclâmpsia, caso não haja convulsão é então chamada de pré-eclâmpsia.

Pré-eclâmpsia é a doença hipertensiva específica da gestação (DHEG), também conhecida como toxemia gravídica que ocorre após a 20º semana de gestação devido um estreitamento dos vasos placentários e consequentemente um menor fluxo sanguíneo (é gerado pela ausência da segunda onda de invasão trofoblástica). Com isso a gestante desenvolve hipertensão arterial na segunda metade da gestação.

A toxemia gravídica é a doença mais importante em obstetrícia, sendo uma das principais responsáveis por mortes maternas e fetais.

Hipertensão Gestacional: esta corresponde ao aumento da pressão sanguínea arterial (> 140X 90), sem que haja proteinúria e após as 20 semanas de gestação, sendo que no pós-parto os níveis pressóricos voltam ao normal.

Hipertensão Superajuntada ou agravada com pré-eclâmpsia: há o agravamento da hipertensão arterial sistêmica após as 20 semanas de gravidez, havendo o aparecimento de proteinúria.

Pré-eclâmpsia: é uma síndrome multissistêmica caracterizada por hipertensão e proteinúria após as 20 semanas de gestação em mulheres que anteriormente tinham pressão arterial normal. Pode estar associada a edema, distúrbios visuais, cefaléia (dor de cabeça) e dor epigástrica (dor na região da “boca do estômago).

Eclâmpsia: esta doença é definida como a presença de convulsão em mulheres com pré-eclâmpsia.

Por quê ocorre a toxemia gravídica?

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Durante o desenvolvimento fetal existe um processo denominado onda de invasão trofoblástica, e ocorre em dois momentos: a primeira entre 08 a 10 semanas e a segunda entre 16 e 18 semanas de gestação, com o intuito de tornar os vasos maternos mais calibrosos para que a pressão dentro deles diminua, já que o volume sanguíneo da gestante é maior. O problema é que em pacientes com pré-eclampsia houve um defeito na segunda onda de invasão trofoblástica e os vasos não se tornaram mais calibrosos, ocasionando então o aumento da pressão arterial, perceptível já ao redor de 20 semanas de gestação.

Diagnóstico da Pré-Eclâmpsia:

É diagnosticada pela presença de hipertensão após a 20º semana de gestação + a presença de proteinúria (presença de proteínas na urina) >300mg/24h.

Forma leve:  P.A entre 140×90 e160x110 mmHg + proteinúria < 2g/24h.

Forma grave: P.A > 160×110 mmHg + proteinúria > 2g/24h.

Tratamento:

O primordial é prevenir a pré-eclampsia, através de dieta hipossódica (restrição de sal) e hiperprotéica, repouso e uso de alguns medicamentos como aspirina e cálcio.

Caso haja a pré-eclampsia o correto é procurar auxílio médico imediatamente, o qual realizará medicação endovenosa na tentativa de baixar a pressão arterial, em seguida medicação para proteção do sistema nervoso central e por fim resolução da gestação.

Já que a resolução da gestação é o melhor tratamento para a toxemia gravídica, a eclampsia também resolve-se da mesma forma, e a seguir os níveis pressóricos maternos se normalizam.



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