ENDOCARDITE

Por: Marina Zanetti | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 05/09/2012

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Endocardite

 

Assim como todos os outros órgãos, o coração pode também sofrer processo infeccioso, e a endocardite é justamente esta infecção do endocárdio, que é uma das camadas que compõem o coração.

 

O coração é composto por:

– Endocárdio: camada mais interna do coração;
– Miocárdio: camada muscular, é a mais grossa e intermediária;
– Pericárdio, camada mais externa do coração, formada de tecido fibroso.

Portanto a endocardite é o processo infeccioso da camada mais interna do coração e esta pode ter origem bacteriana (é a mais comum), ou até auto-imune, pode ter causa reumática, degenerativa ou devido a alguma cirurgia cardíaca prévia.

Endocardite Bacteriana:

A endocardite infecciosa possui forma aguda e subaguda. A forma aguda é a forma mais agressiva e mais rápida (tem duração de alguns dias até a 2 semanas), não há necessidade de existir no coração alguma lesão prévia, e geralmente leva ao óbito.

Já a forma subaguda é mais branda e é tratável, pode durar de semanas a meses e para que esta ocorra é necessário haver no coração alguma lesão prévia, relacionando – se com anormalidades do endocárdio, por exemplo a má formação congênita (a pessoa já nasce com algum tipo de má formação).

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Geralmente quem tem doença cardíaca tem predisposição à endocardite.

A endocardite é o crescimento de “vegetações” em determinado local do coração.

Tratamento:

O tratamento é complicado porque a doença atinge uma parte do coração denominada valva, que é a responsável por não deixar haver refluxo de sangue, é ela que “indica” quais devem ser o trajeto e a direção do sangue, abrindo e fechando a cada batimento do coração. Infelizmente ela é pouco irrigada, ou seja, ela própria recebe pouco sangue, e os tratamentos com antibióticos só dão resultados porque este medicamento ao atingir o sangue, percorre todo o corpo e chega a todas as áreas irrigadas. Pelo fato das valvas serem pouco irrigadas, elas recebem pouco antibiótico e por isso o tratamento é dificultado, é mais demorado e nem sempre tão eficaz.

Quem tem mais chance de apresentar Endocardite?

As pessoas com mais risco de apresentarem endocardite são os portadores de próteses cardíacas, portadores de cardiopatias cianogênicas, pacientes com comunicação inter-ventricular pequena, pacientes que já apresentaram endocardite alguma vez e usuários de drogas injetáveis.

O mais comum hoje em dia é de se ver endocardite de origem congênita ou em  drogaditos (usuários de drogas), já que a bactéria causadora da endocardite vive na pele (Staphylococcus aureus) e quando esta é perfurada por agulhas pode haver contaminação do sangue pelas mesmas, porque comumente estes usuários não fazem assepsia correta (limpeza adequada) antes da introdução das agulhas e até as reutiliza ou as troca.

Há predominância entre adultos com 47 a 69 anos de idade.

Sinais e Sintomas:

Os sintomas mais comuns são:

– Febre;
– Calafrios;
– Sudorese excessiva;
– Emagrecimento.

Diagnóstico:

O diagnóstico é dado através de alguns exames complementares, chamados Hemocultura e Ecocardiograma, além de uma boa anamnese (interrogatório médico) e exame físico completo.

Tratamento:

O tratamento consiste na tentativa de erradicar (eliminar) o microorganismo causador, tratar eventuais complicações e determinar se há necessidade de indicação cirúrgica ou não.

O diagnóstico e tratamento são realizados por médicos cardiologistas.



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