ENXAQUECA | Tipos – Causas e Tratamento

Por: Tiago Zenero | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 31/03/2014

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Enxaqueca

 

Enxaqueca é um distúrbio crônico que atinge pessoas de todas as idades, mas é mais comum em jovens do sexo feminino. Ela se caracteriza por uma dor muito intensa e pulsátil em um ou nos dois lados da cabeça. Sua duração varia de 4 horas a 3 dias. A enxaqueca pode ser divida entre com aura ou sem aura, e essas em episódica ou crônica.

Tipos de enxaqueca:

A enxaqueca é dividida em dois tipos: com e sem aura. A dor de cabeça é o resultado de uma disfunção ou função inadequada de alguma área do cérebro. Na maioria das vezes, tal problema acontece na parte visual do cérebro. Assim, a pessoa que é diagnosticada com enxaqueca com aura pode perder a visão por cerca de meia hora, ver luzes ou perder o foco. Tudo isso acontece antes da dor. Em alguns casos mais severos, ela pode vir a perder a fala e sentir dormência nos braços. Esses são fenômenos transitórios e curtos, os quais indicam que há uma área no cérebro que está sofrendo algum dano pela enxaqueca. Já o distúrbio sem aura tem as mesmas dores, mas não passa pela fase de transição, ou seja, não apresenta tais sintomas na visão.

Além disso, a enxaqueca pode ser considerada crônica, isso significa que, independente de ser com ou sem aura, a dor de cabeça acontece por 15 dias ou mais por mês, sendo 8 deles com crises típicas da enxaqueca, por um período de 3 meses, quando há ausência da ingestão de medicamentos.

Causas e sintomas:

A enxaqueca é uma doença multifatorial e algumas de suas causas continuam indefinidas. O que se sabe é que o distúrbio está Mulher e a enxaquecarelacionado a alterações no cérebro e tem uma influência genética. Especialistas já descobriram alguns gatilhos que podem acionar crises. Eles são elementos externos, que enviam impulsos para os vasos sanguíneos, causando sua constrição seguida de dilatação e libertação de prostaglandinas, serotonina e outras substâncias inflamatórias que causam a dor. Os gatinhos mais conhecidos são: jejum prolongado, estresse, insônia, chocolate, queijos fortes, embutidos, consumo excessivo de café e de bebidas alcoólicas, fumo, alterações hormonais, perfumes e açúcar. É importante ressaltar que os gatilhos variam muito de acordo com o indivíduo, pois um paciente pode apresentar um deles, vários ou mesmo nenhum.

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Como principal sintoma da enxaqueca, o paciente sente uma dor lateral e pulsante na cabeça, a qual pode ser acompanhada de náusea e vômitos, assim como hipersensibilidade à luz, aos sons e a certos cheiros.

Outros sintomas que os indivíduos com o distúrbio podem apresentar são: bocejos, irritabilidade, sensibilidade ao movimento do corpo, tontura, cansaço, mudança de apetite e problemas de concentração.

Diagnóstico e tratamento:

O diagnóstico é dado a partir da observação dos sintomas, especialmente da dor lateral pulsante de cabeça por um período prolongado. Um levantamento do histórico familiar também é feito, uma vez que causas genéticas estão relacionadas ao distúrbio.

Pelos pacientes pensaram que a dor de cabeça deve ser algo comum e passageiro, muitos não procuram atendimento médico. No Brasil, apenas 56% dos pacientes com enxaqueca procuram ajuda e, destes, só 16% se consultam com especialistas.

O tratamento não é complicado, mas deve ser analisado de acordo com cada paciente, para que o médico indique a maneira mais eficaz. Em alguns casos, a mudança de hábito impede com que o gatilho seja ativado e, assim, evita a enxaqueca. Por isso, alimentação equilibrada, sono regular, prática de exercícios físicos, redução do consumo diário de cafeína, controle dos níveis de estresse são medidas que auxiliam na prevenção das crises.

Quando o casa é agudo e o paciente necessita de medicamentos, analgésicos comuns, geralmente associados a outras drogas, aliviam a dor. Existem também os triptanos, que são medicamentos com mecanismos específicos de ação, geralmente recomendado a aqueles que não respondem bem aos analgésicos.

Apesar da facilidade em se adquirir os analgésicos, aqueles que sofrem de enxaqueca devem maneirar em seu uso, pois o aumento constante de doses e o uso em abundância podem gerar um efeito contrário e fazer com que os sintomas se intensifiquem.



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