ERITROBLASTOSE FETAL | Doença Hemolítica

Por: Clara Isabela Pereira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 14/11/2012

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Eritroblastose fetal

 

A doença hemolítica perinatal, também conhecida como eritroblastose fetal é uma doença decorrente da produção de anticorpos maternos a partir do fator Rh, contra antígenos presentes no sangue fetal.

Pode também ocorrer incompatibilidade pelo sistema ABO, sendo necessário neste caso a mãe ter sangue O e o feto A, B ou AB. Na incompatibilidade pelo sistema Rh a mãe tem que ser Rh negativo e o feto Rh positivo.

Para a ocorrência da doença são necessários quatro fatores:

– Incompatibilidade sanguínea materno-fetal;
– Aloimunização materna;
– Passagem de anticorpos da gestante para o organismo do feto;
– Ação dos anticorpos no concepto.

O contato do sangue materno com o fetal e a consequente sensibilização da gestante ocorrem a partir de hemorragias feto-maternas que podem ocorrer durante a gestação, como nos casos de sangramento de primeiro trimestre, e principalmente durante o parto.

A eritroblastose geralmente não ocorre na primeira gestação, porque quando ocorre o primeiro contato com o feto Rh positivo, o organismo materno produz anticorpos do tipo IgM, que não atravessam a barreira placentária. Em uma segunda exposição, o organismo já é capaz de produzir anticorpos IgG, que são capazes de através a placenta. Em exposições subsequentes, a produção de anticorpos tende a ser mais acelerada, ou seja, em cada nova gestação o acometimento fetal tende a ser mais grave do que na gestação anterior.

Quadro clínico:

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Os anticorpos que atingem a circulação fetal fixam-se às hemácias do feto, causando hemólise e instalação de hematopoiese extramedular, principalmente no fígado e baço. Consequentemente o feto começa a apresentar anemia, que pode ser leve, moderada ou grave. A partir daí o concepto pode apresentar derrame pleural, ascite, edema cerebral e Kernicterus, pela impregnação dos núcleos da base cerebrais por bilirrubina indireta.

Diagnóstico:

Deve-se fazer uma anamnese detalhada, investigando-se sobre o número de partos da mulher, evolução deles, se teve algum aborto. É necessário um acompanhamento cuidadoso no pré-natal de gestantes com risco de desenvolver a doença.

O teste de Coombs indireto é usado como marcador de risco da doença e a elevação de seus níveis aumenta o risco. Se o teste for negativo, deve ser repetido entre 28,32,36 e 40 semanas de gestação, e no pós parto deve ser solicitado juntamente com o Coombs direto e fator Rh do recém-nascido.

Se o teste for positivo com uma titulação menor que 1:8, deve ser repetido mensalmente até o parto. Se os títulos forem maiores, é indicada a investigação de anemia fetal.

Prevenção:

A profilaxia é mandatória para todas as gestantes Rh negativo após o parto e/ou qualquer caso de hemorragia durante a gestação, interrupção precoce e procedimentos invasivos.

Utiliza-se uma dose de 300 mcg de imunoglobulina anti-D, via intramuscular. É preconizada também a administração de imunoglobulina na 28ª semana de gestação nas pacientes com Coombs indireto negativo.



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One Response para o texto: “ERITROBLASTOSE FETAL | Doença Hemolítica”

  1. Ana Paula disse:

    1a gravidez descolamento prematuro de plascenta, parto de um bebê natimorto.
    2a gravidez, aborto espontâneo.
    3a gravidez, pré-eclâmpsia, bebê prematuro.
    4a gravidez ocorreu eritroblastose fetal, bebê prematuro.
    Ou seja, tenho duas filhas vivas.
    Gostaria de saber se mesmo diante desse histórico eu ainda poderia ter um bebê.
    Agradeço se puder responder.

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