ESCLEROSE MÚLTIPLA

Por: Clara Isabela Pereira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 12/02/2015

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Esclerose múltipla

 

A esclerose múltipla é uma doença neurológica, sendo considerada a doença mais incapacitante em adultos jovens. Os sintomas da doença resultam de ataques recorrentes de inflamação seguidos de desmielinização no cérebro e na medula, caracterizando uma doença auto-imune.

O alvo do ataque imunológico é a mielina ou os oligodendrócitos que a sintetizam, de modo que interrompem a condução nervosa e, portanto, causam os sintomas da doença. Em algum momento da evolução ou em uma das várias apresentações clínicas, de forma isolada ou associada, observam-se todos os sinais e sintomas neurológicos no mesmo paciente.

Vários fatores ambientais podem estar envolvidos na etiopatogenia da esclerose múltipla, porém, deve-se lembrar que há também uma suscetibilidade genética individual determinante no aparecimento da doença. As condições climáticas, como a umidade e as baixas temperaturas, são favoráveis ao desenvolvimento de infecções respiratórias, aumentando a interação dos vírus e bactérias com pacientes suscetíveis à doença. A baixa exposição à luz solar, com consequente diminuição de vitamina D circulante, tem sido responsabilizada pela desorganização do sistema imune, aumentado o risco para esclerose múltipla.

A esclerose múltipla é uma doença que pode evoluir de maneira desastrosa e é potencialmente grave, pois pode causar graus variáveis de incapacidades neurológicas em pacientes, geralmente jovens, com repercussões imediatas nas suas vidas e de seus familiares.

Sinais e Sintomas:

A esclerose múltipla se manifesta por uma variedade de sintomas e sinais neurológicos recorrentes, de caráter evolutivo, variável de paciente para paciente, com manifestações clínicas sucessivas, causadas pela desmielinização e pelo dano axonal. Geralmente a esclerose múltipla se inicia entre 30 e 40 anos de idade e é mais comum em mulheres de raça branca.

A doença pode se manifestar, no início, com sintomas isolados, tais como sintomas sensitivos, motores ou neurite óptica isolada ou por associação desses. Na maioria dos casos, a doença se inicia com um surto e, frequentemente, de forma polissintomática. A claudicação medular é observada com certa frequência e se caracteriza por déficit de força muscular após alguns minutos de marcha. Com a evolução da doença, geralmente, a paresia torna-se constante e predomina em um dos membros inferiores. Em pacientes com esclerose múltipla de longa data, habitualmente observa-se espasticidade nos membros inferiores, comprometendo a deambulação e provocando fadiga.

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Diagnóstico:Esclerose múltipla

O diagnóstico de esclerose múltipla é baseado em critérios, sendo eles:

– Esclerose múltipla clinicamente definida:

– Dois ou mais surtos e evidência clínica de duas lesões ou
– Dois ou mais surtos, evidência clínica de uma lesão e outra evidência paraclínica de uma segunda lesão.

– Esclerose múltipla laboratorialmente definida:

– Dois surtos, evidência paraclínica de uma lesão e banda oligoclonal em líquido cefalorraquidiano.
– Um surto, evidência clínica de uma lesão, evidência paraclínica de outra lesão.

Diagnósticos diferenciais:

Os principais diagnósticos diferenciais da esclerose múltipla são: lúpus eritematoso sistêmico, síndrome de Sjogren, miastenia gravis, doença de Lyme, brucelose, síndrome da imunodeficiência adquirida, sarcoidose e tumores intracranianos.

Tratamento:

O tratamento dessa doença pode ser dividido em sintomático, do surto e preventivo. O tratamento sintomático tem como objetivo aliviar sintomas como espasticidade, fraqueza muscular, ataxia, tremores e outros. O tratamento dos surtos tem como objetivo reduzir o tempo e a gravidade, atuando na inflamação e no edema da bainha de mielina e, consequentemente, preservando os axônios de eventual dano secundário. Para tal finalidade são usados os corticosteroides.



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