ESQUIZOFRENIA | Sintomas – Tratamento – Evolução

Por: Clara Isabela Pereira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 01/10/2012

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Esquizofrenia

 

Transtorno grave, heterogêneo, de evolução crônica e prognóstico sombrio. Causa sintomas psicóticos que prejudicam o funcionamento social, caracterizada por distúrbios do pensamento, da percepção e do afeto. A consciência e a capacidade intelectual geralmente estão preservadas.

É uma doença que atinge principalmente jovens, igualmente em ambos os sexos, sendo que no sexo masculino inicia mais precocemente, entre 10 e 25 anos, e no sexo feminino entre 25 e 35 anos.

Tem etiologia desconhecida e nenhum fator etiológico isolado é considerado causa. Estão envolvidos fatores genéticos, neurobiológicos e psicossociais.

Sinais e Sintomas:

Não há sinal ou sintoma que indica certeza absoluta de esquizofrenia. Deve-se considerar o nível educacional, o ambiente cultural e a capacidade intelectual do paciente.

Antes de desenvolver a doença propriamente dita, o paciente passa por um período denominado trama. Durante essa fase o paciente começa a apresentar retraimento social e emocional, introversão, comportamento desconfiado e excêntrico e tendência ao isolamento. Geralmente são pessoas de poucos amigos, que apresentavam dificuldades na escola e nos relacionamentos afetivos com pessoas do sexo oposto. Não conseguem se adaptar ao trabalho, apresentam frieza emocional, comportamento estranho e crenças excêntricas.

Após esse período, o paciente começa a desenvolver os sinais e sintomas da esquizofrenia. Ele dificilmente tem crítica de que apresenta uma doença, o que geralmente causa má adesão ao tratamento. Apresenta nível de consciência, orientação, memória e inteligência pouco afetado. A aparência em geral é descuidada, o comportamento pode tornar-se agressivo ou agitado, apresenta posturas bizarras, maneirismos, tiques, ecopraxias, embotamento afetivo, inapropriação do afeto, ambivalência ou instabilidade afetiva, alucinações auditivas, geralmente com vozes ameaçadoras, acusatórias; visuais, táteis, gustativas ou cenestésicas (nesse caso o paciente tem percepção alterada dos órgãos e do esquema corporal, podendo relatar por exemplo que está sentindo seu fígado encolhendo).

O delírio é uma das principais alterações do pensamento e pode ter conteúdos persecutórios, autorreferentes, religiosos ou grandiosos.

Diagnóstico:

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O diagnóstico da esquizofrenia é feito a partir da observação e descrição do paciente. Envolve o reconhecimento dos sinais e sintomas associados ao prejuízo social ou ocupacional.

Os exames complementares só devem ser solicitados para realizar diagnóstico diferencial com quadros psicóticos associados à outras patologias clínicas.

Os sintomas fundamentais para o diagnóstico da esquizofrenia incluem: alterações do pensamento, perturbações do afeto, autismo, ambivalência. E os sintomas acessórios são: alterações sensoperceptivas, delírios, sintomas catatônicos e alterações da memória e da atenção.

Os sintomas negativos ocorrem pela perda de funções psíquicas e por um empobrecimento global da vida psíquica e social do paciente. São eles: embotamento afetivo, retração social, empobrecimento da linguagem e do pensamento, diminuição da fluência verbal, da vontade e apragmatismo; autonegligência e lentificação psicomotora.

Os sintomas positivos são as manifestações positivas do processo esquizofrênico. São eles: alucinações, ideias delirantes paranóides, autorreferentes, de influência ou de outra natureza, comportamento bizarro e atos impulsivos, agitação psicomotora, ideias bizarras, neologismos.

Tratamento:

O tratamento é feito com antipsicóticos e estratégias psicossociais. O tratamento de primeiro episódio deve ser iniciado com doses baixas de antipsicóticos típicos ou de segunda geração, com aumento  gradual da dose semanalmente. Sendo que a medicação pode demorar de 3 a 8 semanas para fazer efeito. Se não houver resposta terapêutica após esse período deve-se trocar para um antipsicótico de outra classe.

Após a remissão dos sintomas, a medicação deve ser mantida por no mínimo 6 a 12 meses.  Quando o paciente apresenta estabilização dos sintomas, recomenda-se manter a menor dose possível do medicamento,causando o mínimo de efeitos colaterais.

As drogas mais utilizadas são: haloperidol, flufenazina, clorpromazina, levomepromazina, risperidona, olanzapina, quetiapina e clazapina.

Evolução:

A doença ocorre com exacerbações e remissões. A cada recaída ocorre uma deterioração adicional do funcionamento básico do paciente. Ao longo do quadro os sintomas positivos tendem a diminuir de intensidade, enquanto os negativos podem se tornar mais graves.



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