ESTRONGILOIDÍASE | Strongyloides stercoralis

Por: Clara Isabela Pereira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 16/01/2013

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A estrongiloidíase é é uma helmintíase causada por Strongyloides stercoralis. As fêmeas parasitam as porções altas do intestino delgado do homem, onde põem ovos embrionados. Estes eclodem e liberam larvas que penetram através da mucosa e são eliminadas com as fezes. No meio externo evoluem para larvas infectantes, que tem a capacidade de penetrar ativamente através da pele e das mucosas do hospedeiro humano.

Após a penetração na pele, as larvas atingem a corrente sanguínea, chegam aos pulmões, atravessam os capilares, atingem os alvéolos,Estrongiloidíase - Ciclo migram em direção à traquéia e são deglutidas, chegando ao duodeno e às porções altas do jejuno, onde evoluem para formas adultas, que dão origem a novas larvas.

A estrongiloidíase disseminada é o acometimento de órgãos ou sistemas não habitualmente alcançados durante o ciclo biológico do parasita. Nesses casos, larvas invadem as superfícies mucosas do intestino e, ganhando a circulação, se disseminam pelo organismo, inclusive o sistema nervoso central.

Sinais e Sintomas :

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As manifestações clínicas são cefaléia, distúrbios da consciência, crises convulsivas parciais ou generalizadas, paresias e sinais meníngeos. As manifestações maiores são resultantes de meningite bacteriana causada por enterobactérias.

Diagnóstico:

O diagnóstico de estrongiloidíase do sistema nervoso central é difícil e, muitas vezes, tardio. Os exames sorológicos pesquisando anticorpos IgG contra S. stercoralis por ELISA, imunofluorescência indireta ou técnica Western Blot podem confirmar o diagnóstico. Contudo, na síndrome de hiperinfecção podem ser persistentemente negativos, em particular nos pacientes com AIDS.

Tratamento:

O tratamento de escolha é o tiabendazol, na dose de 50mg/kg/dia, em duas tomadas, de preferência às refeições, por pelo menos 10 dias, dependendo da evolução clínica. Nos pacientes com AIDS, aconselha-se a repetição mensal da terapêutica, por 2 ou 3 dias, pelo fato de as recidivas serem frequentes. As drogas alternativas são albendazol e ivermectina.

Nas formas disseminadas da doença, além do tratamento antiparasitário, é necessária a administração concomitante de antimicrobianos com cobertura para bactérias gram-negativas, uma vez que a septicemia bacteriana acompanha sistematicamente a migração larvária maciça pelo organismo humano.

Prognóstico e prevenção:

Apesar da instituição do tratamento, a maioria dos casos apresenta evolução fatal e, frequentemente, o diagnóstico de estrongiloidíase disseminada é estabelecido por ocasião da necropsia.

A estrongiloidíase disseminada pode ser prevenida. É altamente recomendável que todos os pacientes imunodeprimidos sejam submetidos à investigação de S. stercoralis por exame coproparasitológico e sejam tratados com tiabendazol.



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