EXAMES QUE AVALIAM A TIREÓIDE

Por: Iramar Greco | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 18/09/2016

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Ansiedade, irritabilidade, desanimo, taquicardia, insônia ou sonolência, intolerância ao frio ou calor excessivo, perda ou ganho de peso não intencionais. Cuidado, porque esses podem ser alguns sinais de que há algo errado no funcionamento da sua tireóide.

Essa glândula, em forma de borboleta e que está localizada na base do pescoço, tem funções importantes para o corpo humano. É a tireóide que capta o iodo consumido na alimentação, junta com aminoácidos e produz dois hormônios, o T3 e o T4. Lançados na corrente sanguínea eles transformam oxigênio, glicose e caloria em energia. Mas, o controle da produção de T3 e T4 é feito pelo sistema nervoso central, mais especificamente na glândula hipófise, através do hormônio estimulador da tireóide, conhecido como TSH.

Quando a produção de T3 e T4 está diminuída, o cérebro entende que é preciso aumentar a liberação de TSH para que a tireóide produza mais hormônios. Já quando a produção de T3 e T4 está aumentada, ocorre uma diminuição da secreção do TSH. Distúrbios na produção e/ou secreção dos hormônios da tireóide podem ocasionar duas situações: hipertireoidismo ou hipotireoidismo. O primeiro acontece quando há uma quantidade muito elevada desses hormônios no sangue, provocando uma aceleração do metabolismo. No segundo caso, com a baixa produção de T3 e T4, o metabolismo se torna mais lento.

Para verificar a saúde da sua glândula tireóide o médico endocrinologista pode solicitar uma série de exames (sangue, ultrassonografia, cintilografia, punção e biópsia) para avaliar os níveis dos hormônios (TSH, T3 e T4), o tamanho da glândula, a presença de cistos, nódulos ou tumores.

Exames de Sangue para avaliação hormonal da Tireóide:

O exame de sangue é utilizado para verificar a quantidade de TSH, T3 e T4 na corrente sanguínea, detectando se há alterações hormonais da tireóide (hipotireoidismo ou hipertireoidismo).

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Ultrassonografia da Tireóide (USG da Tireóide):

A ultrassonografia avalia se o tamanho da glândula está normal ou se existe um crescimento, além de detectar a presença de cistos, nódulos/tumores. Também é utilizada pelo médico para guiar a punção aspirativa por agulha fina (PAAF), possibilitando que a aspiração da agulha ocorra corretamente no interior do nódulo.

Cintilografia da Tireóide:

A cintilografia é o exame usado para verificar a captação do iodo pela tireóide. Em algumas doenças que causam o hipertireoidismo, a captação poderá estar aumentada, ajudando o médico no diagnóstico. Podem também ajudar em algumas alterações da tireóide, como avaliar a captação de nódulos e alterações de localização da glândula. Para sua realização são utilizadas substâncias radioativas.

Punção (PAAF) e Biópsia da Tireóide:

A punção é realizada para identificar se os nódulos presentes na tireóide são benignos ou malignos, porém, o diagnóstico definitivo normalmente só é possível através da biópsia, onde a glândula ou parte dela é retirada cirurgicamente e enviada para o laboratório. A punção da tireóide é realizada sem a necessidade de anestesia geral, é utilizado uma agulha fina que, introduzida no nódulo, aspira uma pequena amostra de células que será avaliada em laboratório. Se a amostra não for suficiente para uma conclusão, o exame poderá ser repetido ou os nódulos retirados em cirurgia e enviados para a biópsia. Leia nosso texto sobre Punção Aspirativa por Agulha Fina.

Fazer regularmente um autoexame da tireóide é uma maneira de perceber a presença de nódulos e prevenir complicações. Basta apalpar suavemente a região para perceber se há algum caroço. Se perceber qualquer anormalidade, marque uma consulta com o endocrinologista.



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