FEBRE DE ORIGEM INDETERMINADA

Por: Iara Pereira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 06/11/2012

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Febre de origem indeterminada

 

O que é?

Todo quadro que apresente febre >37,8°C, por mais de 3 semanas, havendo uma investigação hospitalar sem definição diagnóstica.

Causas:

As principais causas se dividem em:

– Infecciosas: abscesso intra-abdominal, infecção por micobactérias, endocardite, mononucleose infecciosa, osteomielite, brucelose, malária, riquetsiose, febre tifóide, infecções por cateteres, hepatite amebiana, feridas infectadas, ITU, infecção por HIV, micoses, CMV.

– Doenças neoplásicas/hematológicas: Linfoma, leucemia aguda, carcinoma renal, carcinoma hepatobiliar, mixoma atrial, câncer de cólon, de pulmão e de pâncreas.

– Doenças inflamatórias não infecciosas: arterite temporal, poliarterite nodosa, LES, artrite reumatóide, polimialgia reumática, doença de Still, eritema multiforme, doença mista do tecido conjuntivo, vasculite sistêmica.

–  Outras causas: doenças granulomatosas de origem não infecciosa, doença tromboembólica, sarcoidose, doença inflamatória intestinal, febre induzida por drogas, febre familiar do mediterrâneo, hipertireoidismo, pancreatite, causas ocupacionais, febre factícia.

Em crianças, a etiologia mais comum inclui infecções e colagenoses. Deve-se lembrar de doença intestinal inflamatória. Em adultos as causas mais comuns são: leucemia aguda, linfoma de Hodgkin, infecções intra-abdominais, tuberculose, arterite temporal.

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Sinais e Sintomas:

O importante é realizar uma anamnese e um exame físico bem feito a fim de procurar um foco para esta febre. Devem ser avaliados todos os sistemas e ouvir todas as histórias que o paciente relate sobre costumes, hábitos e doenças pregressas.

Exames complementares na investigação:

Inicialmente deve-se solicitar hemograma, PCR, provas de função e lesão hepática, EAS e urocultura e RX de tórax para diminuir as possibilidades. Com o prosseguir da investigação, outros exames devem ser solicitados de acordo com as possíveis etiologias, dentre eles: cultura de escarro, urina, sangue, liquor, liquido pleural e ascítico, fezes, lavado gástrico e medula óssea. Pesquisa de sangue oculto nas fezes, PPD, teste para HIV, provas de função tireoidiana, FAN e ANCA, RX de abdome e de seios da face, TC ou RM de abdome e pelve, US de abdome e pelve, Ecocardiograma, EPF, ASLO, sorologia para brucelose, salmonelose, CMV, mononucleose, calazar, doença de Chagas, hepatite. Cintilografia óssea, mapeamento com marcadores radioativos, biópsia hepática, biópsia de medula óssea. Biópsia de artéria temporal, biópsia de pele, músculo ou linfonodos.

Tratamento:

Avaliar presença de neutropenia, infecção por HIV, idade e estado físico do paciente. Procurar estabelecer a causa antes de administrar antibióticos. Evitar abordagens agressivas, pois podem mascarar o quadro e provocar efeitos indesejáveis.

O tratamento específico dependerá da causa.



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