FEBRE HEMORRÁGICA ÉBOLA – DOENÇA RARA, MAS FATAL

Por: Tiago Zenero | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 31/03/2014

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A febre hemorrágica ébola é uma doença infecciosa muito grave e frequentemente fatal. Ela é causada pelo vírus ébola, que recebeu esse nome porque foi identificado pela primeira vez em 1976 perto do Rio Ébola, no território que corresponde hoje a República Democrática do Congo.

Apesar de ser uma doença rara, ainda há surtos de ébola, principalmente na África, que preocupam tanto a população quanto os governos locais. Na década de 1970, duas epidemias chegaram a matar de 50% a 90% dos infectados na República Democrática do Congo, Gabão, Uganda e Sudão. Em 1995, mais de cem pessoas morreram por causa da doença no Zaire. Agora, mais recentemente, em março de 2014, um surto na Guiné preocupa o país e também seus vizinhos, como Libéria e Serra Leoa.

Sintomas:

A incubação do vírus pode durar de 2 a 21 dias. Depois desse período, os primeiros sintomas que ele provoca são febre forte, com dores de cabeça e musculares, conjuntivite e fraqueza generalizada. Quando a doença já está em uma fase mais avançada de desenvolvimento, o paciente apresenta diarreia, náuseas e vômito, o qual pode ser acompanhado de sangue. Em um próximo estágio da doença, há insuficiência hepática, renal e distúrbios cerebrais com alterações do comportamento devido à coagulação intravascular disseminada com enfartes nos órgãos. Na fase final, há esgotamento dos fatores do sangue que levam à coagulação. Assim, o paciente apresenta hemorragias intensas internas, as quais levam à morte por choque hemorrágico. Em alguns casos, acontece também hemorragia na derme, ou seja, há sangramento pelos poros da pele. A morte ocorre, geralmente, de 1 dia a 2 semanas após o início dos sintomas.

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Diagnóstico e tratamento:

A contaminação acontece através da exposição ao vírus. Assim, se houver alguma suspeita de exposição, o indivíduo deve procurar o médico para o diagnóstico antes que os sintomas comecem a aparecer. O diagnóstico é feito através da observação direta do vírus com microscópio eletrônico em amostra sanguínea ou por detecção com imunofluorescência de antígenos.

Infelizmente, não há tratamento, vacina ou cura para a doença. Caso alguém seja identificado com a febre hemorrágica ébola, ele deve ser posto em quarentena e evitar o contato com outras pessoas, para que não haja a propagação da infecção.

As pessoas que vão lidar diretamente com os doentes necessitam utilizar trajes especiais, principalmente os médicos que terão maior contato com eles. Assim, é possível administrar cuidados básicos de suporte vital até que o paciente venha a falecer. Após a morte, é importante que ninguém tenha contato físico com o corpo, pois o vírus ainda está ativo e pode ser transmitido.

A única forma de prevenir a doença é o isolamento dos infectados. Além disso, os trajes específicos da equipe médica e de qualquer um que tenha contato com os pacientes devem ser compostos por macacão impermeável com luvas, máscaras e óculos de proteção. Também se deve instruir a população de comunidades atingidas por surtos de ébola sobre a doença, quais precauções tomar e como agir em caso de suspeita da infecção.



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