FEBRE MACULOSA BRASILEIRA

Por: Carla Ciriani Pedroso | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 06/11/2012

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Febre maculosa

 

A febre maculosa também é conhecida como pintada, febre que pinta, febre chitada ou febre das montanhas rochosas. Essa doença é causada pela bactéria gram – denominada Rickettsia rickettsi e transmitida por um carrapato da espécie Amblyomma, popularmente conhecido como carrapato-estrela, carrapato de cavalo ou rodoleiro.

É uma zoonose, ou seja, uma doença de animais em que o homem é infectado acidentalmente. Os animais que podem ser infectados pela febre macula podem ser: cão, bovinos, equinos, capivaras, gambás, coelhos, cotias, aves silvestres (seriema), aves, carneiros e porcos.  Geralmente a infecção é sazonal entre os meses de julho e outubro.

A transmissão ocorre por meio da picada do carrapato infectado que é capaz de transmitir a bactéria ao final da sua alimentação, cerca de 6 a 10 horas após ficar aderido à pele humana. A forma adulta do carrapato é possivelmente a que menos transmite a doença, pois a picada é dolorosa, e logo ao serem picadas as pessoas retiram do corpo, não havendo o período mínimo para a permanência do animal ao corpo e, consequentemente, não irá ocorrer a transmissão doença. Pode ocorrer a infecção por meio de lesões na pele ocasionadas pelo esmagamento do carrapato ao tentar retirá-lo. Outra forma de adquirir essa doença é através de transmissão sanguínea. Não ocorre transmissão interpessoal (contato entre pessoas). Geralmente a transmissão ocorre nas fases de larva ou ninfa do carrapato.

Bactéria Rickettsia rickettsi

O período de incubação varia entre 2 a 14 dias, sendo a média de 7 dias para o aparecimento dos primeiros sintomas. A bactéria Rickettsia rickettsi ao infectar o organismo causa aumento da permeabilidade vascular e necrose através do seu metabolismo, e  se o indivíduo apresentar anormalidades vasculares terá consequentemente, os  sinais de oligúria, anúria, anemia, hipertensão, azotermia, hiponatremia, hipocloremia e hipovolemia.

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É uma doença febril aguda, de início rápido e sintomas inespecíficos, como febre elevada, cefaléia, mialgia intensa, mal-estar generalizado, naúseas e vômitos. Pode ocorrer exantema maculopapular  principalmente nas regiões palmar e plantar, as quais podem evoluir para petéquias, equimose e hemorragias.  Nos casos graves, ocorre edema de membros inferiores, hepatoesplenomegalia, dor abdominal, diarréia, oligúria e insuficiência renal aguda, tosse, edema pulmonar pneumonia intersticial, derrame pleural, manifestações neurológicas e hemorragia do tipo petéquias, muco-cutâneo, digestiva e pulmonar.

O carrapato não sobrevive a falta de umidade e ao calor, sendo possível realizar um controle desses por meio de manejo, como manter gramas e arbustos aparados e, assim, menor serão os riscos de contrair a doença. Deve-se também caminhar em áreas silvestres com, calças compridas e botas e preferencialmente de roupas claras para avistar mais facilmente o carrapato. Também é importante vistoriar a roupa a cada 3 horas, para retirar se houver algum carrapato e evitar de ter a doença. Não se deve esmagar o carrapato com as unhas, pois podem ocorrer pequenas lesões na pele, local aonde a bactéria pode entrar no organismo.

O diagnóstico pode ser realizado por cultura com isolamento da bactéria R. rickettsi, imunofluorescência indireta, PCR e imunohistoquímica.

Os diagnósticos diferenciais para febre maculosa brasileira são: leptospirose, sarampo, febre tifóide, dengue, febre amarela, meningococcemia, viroses exantemáticas, lupus, febre purpúrica braseileira, doença de Lyme e sepse.

O tratamento deve ser realizado com cloranfenicol, doxicilina ou tetraciclinas. É preciso lembrar que a tetraciclina não deve ser dada para crianças menores de oito anos e gestantes.

É uma doença de notificação compulsória, e deve ser diagnósticada o mais precocemente possível, pois na forma grave da doença se o paciente não for tratado de forma adequada em tempo hábil, em 80% dos casos ocorre evolução para óbito.



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