FEBRE TIFÓIDE

Por: Clara Isabela Pereira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 05/09/2012

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Febre tifóide

 

A Febre Tifóide também é chamada de febre entérica, é uma doença bacteriana infecciosa aguda causada pela Sal­monella typhi. Predomina em regiões com saneamento básico precário, estando, portanto, associada a baixos níveis socioeconômicos, refletindo uma doença de países em desenvolvimento. No Brasil, ocorre endemicamente nas regiões Norte e Nordeste, devido tais condições precárias.

Agente etiológico e transmissão:

Causada pela bactéria Salmonella entérica, sorotipo Typhi, que sobrevive na água no máximo 3-4 semanas e no esgoto ate 40 dias. O homem é o único reservatório da bactéria, e cerca de 3-4% das pessoas infectadas se tornam portadores crônicos da doença, eliminando o bacilo nas fezes e na urina. A contaminação é fecal-oral, o que explica o predomínio da doença em áreas com precárias condições de saneamento básico.

Sinais e Sintomas:

Na primeira semana o paciente apresenta febre de início insidioso com aumento progressivo da temperatura; dissociação da temperatura, ou seja, febre sem taquicardia (conhecido como sinal de Faget), cefaléia, constipação intestinal, astenia, náuseas, vômitos, hiporexia, tosse seca e dor de garganta.

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Durante a segunda e terceira semana o paciente começa a apresentar prostração intensa. A febre esta mais sustentada e a cefaleia contínua. Cerca de 10-15% dos pacientes apresentam o estado tifoso, caracterizado por alterações daconsciência, como apatia, delirium, desorientação e até coma. O paciente também pode apresentar sinais de desidratação, dor abdominal referida em fossa ilíaca direita e diarreia. Ao exame físico é encontrado hepatoesplenomegalia (aumento do fígado e do baço) e as roséolas tíficas, que são pequenas manchas róseas, localizadas preferencialmente no tronco e abdome.

A partir da quarta semana a febre costuma diminuir progressivamente e os outros sintomas começam a apresentar melhora.

Diagnósticos diferencias:

Os principais diagnósticos diferenciais são: malária, mononucleose, tuberculose miliar, endocardite infecciosa.

Diagnóstico:

Deve-se suspeitar de febre tifoide quando o paciente apresenta sintomas compatíveis com a doença e uma história epidemiológica, ou seja, condições precárias de moradia e saneamento básico, alimentos preparados com água não devidamente tratada ou ingestão de água não tratada. O diagnóstico é confirmado pela hemocultura. Os exames sorológicos são considerados secundários no diagnóstico, porque não apresentam boa acurácia. Deles, o mais clássico é a reação de Widal.

Tratamento:

A droga de escolha para o tratamento da febre tifoide é o Cloranfenicol, mas também podem ser usados o Tianfenicol, Ampicilina, Amoxacilina, Sulfametoxazol-Trimetoprim, Ciprofloxacina e Ceftriaxone. Pacientes que aprensentam quadro grave com choque e alteração da consciência podem associar ao antibiótico a Dexametazona. Os pacientes que tiverem recaídas devem ser tratados com um novo curso completo de antibióticos, usando preferencialmente a Ciprofloxacina. Já os portadores crônicos assintomáticos devem ser tratados com Amoxacilina por 6 semanas ou Ciprofloxacina por 4 semanas.

Prevenção:

A prevenção é feita com medidas preventivas gerais e pessoais, como saneamento básico adequado, filtração de água e preparação adequada dos alimentos; e imunização dos grupos de risco.



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