FILARIOSE LINFÁTICA – ELEFANTÍASE

Por: Tiago Zenero | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 12/02/2014

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Elefantíase

 

A filariose é uma doença tropical que ataca, principalmente, o sistema linfático e causa inchaço na pele e em outros tecidos subjacentes, por isso ela é conhecida popularmente como elefantíase. A filariose foi a primeira doença transmitidas por inseto descoberta no mundo.

A infecção é causada por nematódeo, um filo de animais cilíndricos e alongados. Porém a doença é transmitida pela picada de um vetor, que pode ser os mosquitos: Aedes aegypti, o mesmo que causa a dengue; Anapholes ou Mansonia.

Ao picar um indivíduo infectado, o mosquito adquire o agente causador da doença e, ao picar a próxima pessoa, essa receberá o Mosquito - filariosenematódeo em sua corrente sanguínea. A filariose não pode ser transmitida diretamente de um indivíduo para o outro.

Sintomas, tratamento e prevenção

Os sintomas da filariose podem se manifestar desde um mês após a picada ou até mesmo 10 anos depois de o indivíduo ter sido infectado. Mesmo sem apresentar sintomas o enfermo contamina os mosquitos que o picarem, pois ele é como um reservatório de nematódeos.

Os primeiros sintomas são muito comuns em outras doenças, então isso dificulta o diagnóstico da infecção. No começo, geralmente, os pacientes sentem febre elevada, dor de cabeça e dor muscular. À medida que a doença se agrava, o indivíduo apresenta intolerância à luz, reações alérgicas, asma, coceira no corpo e inchaço dos braços, pernas, mamas ou escroto.

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O diagnóstico geralmente é feito por observação e, depois, confirmado com o exame de sangue. Na maioria dos casos ele é dado bem tardiamente, porque a doença se evolui de forma muito lenta.

O tratamento é a partir de medicamentos como Dietilcarbamazina ou Albendazol, que matam os parasitas da corrente sanguínea. Em casos mais severos, é necessária uma cirurgia para correção do sistema linfático. Algumas pessoas optam pelo tratamento natural, como o chá da folha de pata-de-vaca, que é um remédio caseiro. Tal tratamento, porém, apenas auxilia na recuperação do paciente e no alívio dos sintomas.

A melhor maneira de evitar a doença é através da prevenção do vetor, com medidas de higiene. Algumas formas são: uso de mosqueteiras ou cortinas com inseticidas; borrifação de inseticida nas casas; extermínio das larvas com agentes químicos; evitar deixar água parada; melhorar as condições de saneamento básico; informar a população e fazer campanhas de como evitar a reprodução do mosquito.

As diferentes formas de elefantíase

O tipo mais frequente de elefantíase são nas pernas. O inchaço começa no peito do pé e chega até o joelho, mas dificilmente ultrapassa e vai até o quadril. A pele geralmente fica muito grossa, com fibrose e superfície enrugada. Às vezes há ulceração nos tecidos danificados.

Outro local que pode desenvolver a infecção é no saco escrotal, graças a sua natureza pendente. Em ambientes onde os cuidados com a saúde são mais precários, o saco escrotal dos homens com filariose chega a arrastar no chão. Nesses casos, o ato sexual fica totalmente comprometido.

Outros lugares que podem acontecer de desenvolverem a doença são os braços, as mamas ou a vulva, mas é extremamente raro. Em tais casos acontecem grandes mudanças na pele, similares àquelas apresentadas por uma perna infeccionada pelo nematódeo.



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