FUMAR NA GRAVIDEZ E SUAS COMPLICAÇÕES

Por: Tiago Zenero | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 06/07/2014

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Fumar na gravidez

 

Mulheres que fumam devem redobrar os cuidados com o cigarro no período da gravidez. Qualquer substancia ingerida pela gestante será transmitida para o feto, inclusive as do cigarro. Assim, a recomendação médica é que, enquanto estiver grávida, a mulher pare completamente de fumar.

Danos causados ao feto:

Caso ela não consiga interromper o vício, há grandes chances de que ocorra um aborto natural nos primeiros três meses de gestação. A fumante possui monóxido de carbônico no sangue, o qual será repassado para o bebê junto com o oxigênio. Além disso, a nicotina contida no cigarro estreita os vasos sanguíneos, o que faz com que menos oxigênio e nutrientes sejam encaminhados ao feto e leva a sérios problemas de desenvolvimento.

Outra situação que pode acontecer caso o feto consiga sobreviver a tal gestação é o nascimento prematuro e com peso abaixo do normal, o que pode levar a outras complicações. Durante a infância, ainda, tal indivíduo pode vir a sofrer diversos problemas comportamentais e emocionais, como depressão e ansiedade.

Danos causados à gestante:

O feto não é o único que sofre com o fumo na gestação, muitas das consequências podem acarretar em sérios problemas para a própria gestante. Quando acontece o estreitamento dos vasos sanguíneos por causa da nicotina, somada à pressão natural que a gravidez causa nas veias abdominais, a circulação de sangue nas pernas fica bastante comprometida. Esse quadro de fatores pode levar ao desenvolvimento de trombose, que consiste na formação de coágulos dentro das veias e, se não for tratada rapidamente, pode se complicar e acarretar problemas mais sérios.

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Duas das principais doenças que podem se desenvolver a partir da trombose são embolia pulmonar e trombose da placenta. Na primeira, o coágulo se solta da veia e chega ao pulmão, o que ocasiona falta de ar e dor para respirar. Já a segunda se caracteriza pela formação de coágulos na placenta, que pode levar à insuficiência placentária, na qual a placenta não consegue mais levar oxigênio nem nutrientes ao feto.

Recomendações:

Médicos e especialistas recomendam que a gestante corte completamente o cigarro, pois um único cigarro fumado por uma gestante é capaz de acelerar, em poucos minutos, os batimentos cardíacos do feto devido ao efeito da nicotina sobre o seu aparelho cardiovascular.

Ambiente poluído pela fumaça do cigarro também pode ser extremamente prejudicial às gestantes e aos fetos, pois ela absorve as substâncias tóxicas da fumaça, que pelo sangue passa para o feto. Assim, não é recomendado que mulheres grávidas fiquem na presença de outros quando estes estão fumando.

É importante também que a abstinência do cigarro dure além do parto e se estenda até após a amamentação, pois se houver ingestão da nicotina nesse período, a substância passará para o leite e, portanto, será absorvida pelo bebê.



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