GLOMERULONEFRITE PÓS-ESTREPTOCÓCICA

Por: Clara Isabela Pereira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 23/09/2012

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Rins

 

A glomerulonefrite aguda pós-estreptocócica (GNPE) é uma doença renal aguda que surge 7 a 12 dias após uma infecção por bactéria estreptocócica (faringite, impetigo, escarlatina). Acomete preferencialmente meninos, entre 2-6 anos, mas pode acometer qualquer faixa etária. Os pacientes geralmente apresentam hematúria (urina escura), oligúria (pouca urina), edema, geralmente palpebral e pré-tibial, hipertensão arterial e insuficiência renal aguda. A remissão ocorre geralmente após 2 a 3 semanas do início dos sintomas.

Sinais e Sintomas:

O paciente apresenta edema súbito, geralmente acometendo região pré-tibial e orbitária, hematúria macroscópica, hipertensão arterial, dor lombar, mal estar e sintomas gastrintestinais.  Casos graves podem evoluir para encefalopatia hipertensiva.

Diagnósticos diferenciais:

Devem ser feitos diagnósticos diferencias com doenças que cursam com síndrome nefrítica e diminuição de complemento, como endocardite bacteriana, glomerulonefrite lúpica e glomerulonefrite membranoproliferativa.

Diagnóstico:

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O diagnóstico da GNPE só é confirmado quando há evidências de infecção estreptocócica pregressa. Para a confirmação de tal infecção, são solicitados os anticorpos produzidos com antígenos estreptocócicos, são eles: antiestreptolisina O (ou ASLO), anti-DNAse B, anti-hialuronidase e anti-estreptoquinase. Na GNPE pós-faringoamigdalite o anticorpo mais encontrado é o ASLO, sendo este, negativo na GNPE pós-impetigo, sendo neste caso, detectado o anti-DNAse B. Deve também ser solicitado a dosagem dos complementos CH50 e C3, os quais apresentam-se diminuídos na GNPE.

Portanto, o diagnóstico da GNPE é baseado no quadro clínico do paciente, na história pregressa de infecção estreptocócica, na elevação os anticorpos anti-estreptocócicos e diminuição do complemento.

Tratamento:

O tratamento da GNPE é sintomático, baseado em uma dieta hipossódica (com pouco sal) e uso de diuréticos de alça (como a furosemida, por exemplo), para melhorar o edema, a congestão volêmica e a hipertensão. Se a hipertensão não melhorar com essas medidas, deve-se associar um anti-hipertensivo. Caso o paciente apresente encefalopatia hipertensiva ou congestão volêmica grave refratários à terapia clínica, deve-se indicar a hemodiálise.

Evolução:

A grande maioria dos pacientes evolui bem, com melhora dos sintomas em 2 a 3 semanas, mesmo sem tratamento. Geralmente os pacientes apresentam melhora do volume urinário em até 7 dias, a diminuição do complemento em até 8 semanas, a hematúria microscópica pode persistir por até 6 a 12 meses e a proteinúria por até 2 a 5 anos.

Uma minoria dos pacientes pode apresentar complicações, evoluindo para glomerulonefrite rapidamente progressiva, proteinúria crônica, glomeruloesclerose focal e insuficiência renal crônica.



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