GRAVIDEZ PROLONGADA | O Bebê Pós-Termo

Por: Marina Zanetti | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 17/01/2013

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Gestação prolongada

 

Gravidez ou gestação prolongada ou pós-termo é aquela que alcança ou ultrapassa 42 semanas completas de gestação, equivalentes a 294 dias. Pós-datismo é aquela gestação com duração superior a 42 semanas, não sendo necessariamente pós-termo.

Como qualquer estrutura viva, a placenta tem duração fisiológica, e parece oscilar em torno de 280 a 300 dias. Ao se aproximar do termo gestacional, a placenta sofre alterações que lhe caracterizam a senescência (envelhecimento).

Não se sabe ao certo a causa da gravidez prolongada, acredita-se que está associada a anomalias fetais, anencefalias (ausência de cérebro fetal), hipoplasia supra-renal ou deficiência de um tipo de enzima, a sulfatase placentária. A primigravidade (primeira gestação) pode também estar relacionada.

Em cerca de 20% das gestações prolongadas ocorre a pós-maturidade, em que há insuficiência placentária, havendo, portanto oligodrâmnia, que é a diminuição de líquido amniótico, determinando assim a compressão do cordão umbilical durante o parto e aumentando a viscosidade do mecônio eliminado no líquido amniótico, que pode favorecer a síndrome da aspiração do mecônio. A macrossomia fetal também é mais comum na gravidez prolongada, aumentando os riscos de complicações durante o parto.

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O recém-nascido pós maduro tem algumas características: estes são bebês compridos e emagrecidos, porque há perda de gordura subcutânea, geralmente tem a pele macerada e há impregnação por mecônio na epiderme e nas unhas. Existem quatro graus de pós-maturidade, com gravidade crescente, proporcional às condições de sofrimento do concepto ainda no útero.

A ultra-sonografia é o exame mais útil para avaliar a idade gestacional, evitando erros, principalmente quando baseia-se na DUM (data da última menstruação), que na maioria das vezes não está de acordo com a idade gestacional. Outros exames também importantes para avaliar o feto caso haja gravidez prolongada são a cardiotocografia e a avaliação da oligodramnia (pouca quantidade de líquido amniótico) pelo ultra-som.

As mortes fetais e neonatais quando há este tipo de patologia não são raras, acreditando-se que ocorram devido a uma seqüência de eventos, desencadeadas por uma insuficiência placentária crônica que leva à oligodramnia, com compressão do cordão umbilical e eliminação de mecônio, explicando assim a asfixia ante e intraparto, com aspiração neonatal de mecônio.

A tendência atualmente é não esperar até 42 semanas para começar o tratamento de gravidez prolongada, e sim, iniciá-lo com 41 semanas de gestação. Se a gravidez prolongada é complicada, o tratamento é a interrupção da gestação imediatamente, caso ela não esteja complicada, pode-se fazer tratamento para indução do parto com o rompimento da bolsa e infusão de ocitocina.



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