HANSENÍASE / LEPRA – O QUE É?

Por: Carla Ciriani Pedroso | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 02/09/2012

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Hanseníase

 

A hanseníase, também denominada lepra, surgiu na Índia e China e posteriormente foi levada para a Europa na época das Cruzadas (século XI). É uma doença infectocontagiosa causada pela bactéria Mycobacterium leprae ou bacilo de Hansen. A pele e os nervos periféricos são os locais preferencialmente atingidos, mas todos os órgãos (aonde apresentam células do tipo macrófagos) podem ser atingidos com exceção do Sistema Nervoso Central.

Apesar de ser curável, desde a década de 1990, por meio de um esquema terapêutico que varia entre 6 meses a 1 ano dependendo da quantidade de lesões (paucibacilar – até 5 lesões; multibacilar – mais que 5 lesões), possui potencial incapacitante uma vez que após lesão neural as sequelas são irreversíveis.Atualmente o Brasil é o segundo país em casos registrados com 77.677 até o final de 2000, perdendo apenas para a Índia que tinha até o mesmo período 384.240 casos registrados. Estima-se que a quantidade seja ainda maior, pois nem todos os casos são registrados, apesar de no Brasil ser obrigatória a notificação dos novos casos.

Não se pode esquecer do preconceito que envolve essa doença até os dias atuais, uma vez que até a década de 1980 no Brasil, as pessoas eram internadas compulsoriamente em locais isolados denominados de hospitais-colônia. Nesses locais só existiam pacientes com hanseníase e, como não existia um tratamento eficaz capaz de curar, tentava-se usar plantas experimentais, resinas de caju, banhos em águas termais entre outros sem sucesso. Os filhos eram separados dos pais, independente de terem nascidos nos leprosários ou oriundos dos lares aonde saíram os doente, e moravam em preventórios e educandários. Nesses locais, as crianças sofreram não apenas com a separação familiar, mas muitas vezes foram utilizados como mão-de-obra infantil, violência física, psicológica e sexual, imposição de remédios para dormir, agressões e dias de fome. Já os doentes que não tinham lesões nas mãos e sabiam ler eram recrutados para o serviço de enfermagem nas colônias, uma vez que essas encontravam-se afastadas dos grandes centros e existia preconceito e medo dos profissionais de saúde em trabalhar nesses locais. Havia vários enfermeiros que eram analfabetos e conheciam as medicações apenas  pela cor.

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Quando desconfiar que tenho hanseníase:

Se aparecer manchas mais claras que a cor da pele podendo apresentar um pouco avermelhadas, em que não é possível sentir o local (sensibilidade tátil) ou extremidades que apresentem diminuição em sentir estímulos táteis é preciso procurar o médico. O profissional especializado irá analisar os sinais do corpo e realizar testes, como usar algodão com éter para testar se existe alteração da sensibilidade e, confirmar ou afastar o diagnóstico de hanseníase.

Existem várias formas de hanseníase:

– Indeterminada ou incaracterística;
– Tuberculóide;
– Dimorfa ou boderline;
– Virchowiana;
– Infância;
– Forma neural pura;
– Auto-agressiva hansênica;

mão-em garra


– Virchowiana visceral primitiva.

Tratamento:

O tratamento é a única forma para evitar o aparecimento das incapacidades como a “mão-em garra”, mal perfurante plantar, cegueira e outros. Se realizado de forma adequada, é capaz de curar. Se o diagnóstico for realizado o mais precoce possível, além da cura, é possível prevenir as incapacidades e evitar a transmissão dessa doença.



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