HELICOBACTER PYLORI | A Bactéria do Estômago

Por: Marina Zanetti | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 17/01/2013

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H. pylori

 

A descoberta da H. pylori é recente (1983), e a partir de então notou-se que grande parte da população era infectada pela mesma, principalmente aqueles pacientes que apresentavam sintomas dispépticos (desconforto gástrico) e gastrites.

Alguns estudos afirmam que tal bactéria é adquirida precocemente na infância, mas há progressivo aumento da infecção com a idade, sendo bastante freqüente na velhice.

Nos países desenvolvidos, evidências demonstram que a infecção por H. pylori vem diminuindo, em decorrência da melhora do nível sócio-econômico e das condições higiênicas da população, porém na Ásia, principalmente no Japão é elevado o índice de pessoas infectadas, acreditando-se ser devido aos hábitos alimentares (alimentos ricos em sal e conservantes).

O que pode contribuir para a infecção da H. pylori:

O baixo nível sócio-econômico, incluindo suas conseqüências como más condições de habitação e higiene são os principais fatores de risco para a infecção pela bactéria.

Acredita-se que a forma de transmissão seja por via oral-oral, gastro-oral e mesmo fecal-oral, sendo esta última talvez a explicação para a alta taxa de infecções pela bactéria em regiões menos favorecidas com menor índice sócio-econômico.

Como a bactéria age no estômago:

A mucosa gástrica é bem protegida contra infecções bacterianas, porém a H. pylori é uma bactéria que possui uma série de mecanismos que a torna capaz de se alojar e movimentar neste ambiente gástrico, sendo eles:

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– Motilidade: a bactéria possui a capacidade de se movimentar e penetrar na camada de muco existente no estômago, protegendo-se assim do suco gástrico e do peristaltismo (movimentos realizados pelo estômago);
– Produção de uréase: a bactéria possui também a capacidade de converter uréia em amônia, produzindo assim uréase (um tipo de enzima), que neutraliza parcialmente o ácido gástrico e a protege durante seu trânsito até a superfície gástrica;
– Aderência: tal bactéria possui ainda a capacidade de se aderir à superfície epitelial, protegendo-se mais uma vez contra o peristaltismo gástrico.

Durante a fase aguda (inicial) de infecção pela bactéria, há hipocloridria, que é a diminuição da produção de suco gástrico pelas células do estômago, porém esta fase tem curta duração.

Após o processo agudo, os indivíduos podem evoluir para alguns tipos de gastrite que podem atingir diferentes regiões do estômago, sendo elas:

– Pangastrite não atrófica: há secreção gástrica normal e não há atrofia das células gástricas. Ocorre na maioria dos casos, geralmente é assintomática.

– Gastrite predominantemente antral: há secreção gástrica normal, algumas vezes ela se torna aumentada. Neste caso é maior o risco de se desenvolver úlceras duodenais, mas pode também ser assintomática.

– Gastrite predominantemente do corpo com atrofia: há secreção gástrica ácida diminuída e pode haver risco aumentado para carcinoma gástrico ou para úlcera gástrica, pode também ser assintomática.

Úlceras gástricas são mais comuns em gastrite predominante de corpo (difusa), enquanto as úlceras duodenais são mais comuns na gastrite predominantemente antral.

Já que a infecção gástrica é frequentemente adquirida na infância, alguns fatores ambientais podem interferir no desenvolvimento da infecção.

Em crianças desnutridas, com deficiência de vitaminas, dieta pobre em frutas e vegetais, é maior o risco de haver diminuição da secreção ácida na infância e contribuir assim para o desenvolvimento de gastrite do corpo do estômago, aumentando as chances de câncer gástrico.

Já as crianças bem nutridas, com dieta adequada, rica em frutas e vegetais terão mais comumente gastrite limitada ao antro do estômago, com risco de desenvolver úlceras duodenais.

Diagnóstico e Tratamento:

O diagnóstico é dado por um médico gastroenterologista, que através do relato dos sintomas e de exames complementares como a Endoscopia Digestiva Alta é possível diagnosticar a presença da bactéria ou não e assim indicar o melhor tratamento para o caso, que geralmente é composto por Antibióticos na tentativa de eliminar a bactéria.



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One Response para o texto: “HELICOBACTER PYLORI | A Bactéria do Estômago”

  1. jailma disse:

    mais pode causar um cheiro na urina de amônia faz tempo que sinto isso e os médicos já fizeram exames ate no canal da urina e nada descobriram estou desesperada

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