HIDRADENITE SUPURATIVA

Por: Clara Isabela Pereira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 10/11/2015

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Hidradenite

 

A hidradenite é um abscesso semelhante a cisto, agudo ou crônico, em áreas da pele que apresentam glândulas apócrinas, como axilas, áreas anogenital e aréolas mamárias. Nos casos crônicos, ocorre desenvolvimento de fístulas com drenagem intermitente e abscessos recidivantes. Predomina no final da puberdade até 40 anos de idade.

Causas:

É causada por bloqueio dos ductos glandulares tal como ocorre na acne, após estimulação hormonal, a partir da puberdade. O bloqueio dos folículos apócrinos pode ser causado por malformação congênita do ducto apócrino, por compressão do ducto em consequência de retenção do suor ou por infecção bacteriana, desodorantes e antritranspirantes; depilação e roupas sujas facilitam a obstrução. Os microorganismos mais frequentes são: estafilococos, estreptococos e E. coli.

Fatores de risco:

Os fatores de risco para hidradenite são obesidade, cor negra ou parda, acne e diabetes.

Sinais e sintomas:Hidradenite

A hidradenite supurativa é caracteriza por pápulas ou nódulos de 1 a 3 cm de diâmetro, localizados nas axilas, região anogenital e mamas. Podem-se encontrar comedões com secreção purulenta, eritema e cicatrizes, cicatrização com fibrose e fístulas, múltiplas recidivas no mesmo local.

Diagnósticos diferenciais:

Os principais diagnósticos diferenciais da hidradenite são: furunculose, actinomicose e tuberculose.

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Exames complementares:

Raramente são necessários, sendo realizada a cultura de secreção em casos recidivantes.

Comprovação diagnóstica:

o diagnóstico é feito através dos dados clínicos e pela biópsia, em casos especiais.

Complicações:

As complicações possíveis da hidradenite são: formação de plastrão fibroso nos casos crônicos, carcinoma espinocelular nas cicatrizes e secreção purulenta persistente nos casos crônicos.

Tratamento:

Deve-se realizar limpeza do local, não usar desodorante. É aconselhável perda de peso em caso de obesidade, incisão e drenagem das lesões e cirurgia excisional ou para remoção de fístulas em casos especiais.

O tratamento medicamentoso pode ser feito com antibióticos tópicos (mupirocina, ácido fusídico, gentamicina, eritromicina) orais (eritromicina ou tetraciclina durante 2 a 3 meses, ou Doxiciclina durante 4 semanas), isotretinoína durante 4 a 6 meses em casos graves, resistentes ao tratamento e contraceptivos orais antiandrogênicos para mulheres.

Orientações:

  • Não use roupas apertadas;
  • Tente evitar atividades que causem atrito ou fricção sobre pele;
  • Tomar banho todos os dias e lavar as áreas cometidas com os dedos. Não esfregue as áreas afetadas;
  • Parar de fumar, se você fuma. Pessoas que fumam têm mais probabilidade de ter hidradenite;
  • Perder peso, se você está acima do peso. Hidradenite é mais comum e mais grave em pessoas que estão com sobrepeso.

Evolução e prognóstico:

As lesões cicatrizam lentamente em 10 a 30 dias. As recidivas podem ocorrer durante vários anos. Raramente ocorre resolução espontânea. Linfedema e cicatrizes retráteis podem ocorrer.



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