HIPERIDROSE – O suor em excesso

Por: Tiago Zenero | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 12/02/2015

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Hiperidrose - suor

 

O suor é um mecanismo do nosso corpo para manter o equilíbrio térmico. Portanto, quando a temperatura do organismo sobre, o cérebro detecta tal aumento e faz com que a pessoa sue, assim a evaporação da água do suor alivia a sensação de calor. A sudorese, portanto, é essencial para qualquer ser humano e seu controle é involuntário, comandado pelo sistema nervoso autônomo.

Em alguns casos, contudo, o indivíduo transpira em excesso, principalmente nas mãos, pés, rosto e axilas. Tal disfunção é conhecida como hiperidrose e acaba interferindo no convívio pessoal do paciente, uma vez que é desagradável cumprimentar alguém com as mãos molhadas de suor, manchar a roupa com a transpiração embaixo do braço ou ficar com o rosto ruborizado e cheio de gotas de suor em público.

Causas e classificações

O suor é desencadeado por algum fator, seja a temperatura, situações de nervosismo, raiva, vergonha ou medo. A sudorese em excesso, contudo, acontece sem esses gatilhos. Isso porque as glândulas sudoríparas dessas pessoas são superativas.

Se tal problema atingir as mãos, pés e axilas dos pacientes, os médicos classificam a hiperidrose como primária ou focal. Esse tipo afeta de 2 % a 3 % da população. As causas são desconhecidas e especialistas acreditam que ela é uma doença hereditária.

Existe também a sudorese secundária. Nesse caso, ela é causada como resultado de outra condição médica. O suor em excesso pode acontecer no corpo todo ou em uma parte localizada dependendo do indivíduo.

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Dentre as principais causas que podem desencadear na hiperidrose secundárias estão: acromegalia, condições associadas à ansiedade, câncer, síndrome carcinoide, determinados medicamentos e substâncias de abuso, distúrbios de controle de glicose, doença cardíaca, hipertireoidismo, doença pulmonar, menopausa, doença de Parkinson, feocromocitoma, lesão na medula espinhal, derrame, tuberculose ou outras infecções.

Tratamentos

Existem diversos tratamentos para a doença, os quais variam de acordo com a intensidade da hiperidrose. Para os casos mais simples, antitranspirantes são suficientes para combater o suor em excesso, especialmente aqueles produtos que contêm hexaidrato cloreto de alumínio a 10% ou 20% ou até uma dosagem maior. Os antitranspirantes, contudo, não previnem o suor, eles apenas combatem o mau cheiro.

Para prevenir o suor, o paciente deve tomar medicamentos, como os anticolinérgicos. O problema é que eles causam efeitos colaterais e não são muito eficientes em alguns indivíduos. Dentre os efeitos colaterais, estão: boca seca, tontura e problemas de micção.

Para a sudorese primária, principalmente com suor excessivo nas mãos e nos pés, o procedimento mais indicado é a iontoforese. Ele consiste em usar eletricidade para parar o funcionamento da glândula sudorípara temporariamente. A terapia dura em tordo de 10 a 20 minutos e inclui várias sessões. Os efeitos colaterais podem consistir em rachaduras e bolhas na pele, mas eles são muito raros.

Por fim, em casos extremamente severos, o paciente pode realizar o procedimento cirúrgico. Ele se chama simpatectomia torácica endoscópica (STE) e só é recomendado para quem já tentou outras formas de tratamentos e não obteve resultado. A cirurgia desliga o sinal que envia a mensagem ao corpo para suar em excesso. Tal procedimento, contudo, não é muito eficiente para a sudorese na região da axila.



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