HIPERTENSÃO INTRACRANIANA – O aumento da pressão dentro do crânio

Por: Marina Zanetti | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 27/02/2015

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Hipertensão intracraniana

 

A hipertensão intracraniana, portanto nada mais é que um transtorno neurológico que ocorre devido ao aumento da pressão dentro do crânio, sendo esta maior que 15 mmHg (milímetros de mercúrio), quando o normal é que esta pressão esteja entre 05 e 15 mmHg.

O conteúdo que se encontra dentro da caixa craniana é composto por tecido encefálico, líquor e sangue. Qualquer alteração em um destes componentes acaba gerando uma desordem e pode ocasionar uma hipertensão intracraniana.

Esta elevação da pressão dentro da caixa craniana se deve a alguns fatores, principalmente ao crescimento de uma massa; por exemplo de um tumor que surgiu de forma aguda ou ao edema cerebral significativo (inchaço cerebral). Quando há uma lesão que se expande de forma lenta, o tecido cerebral consegue se adaptar a esta mudança, através da diminuição dos outros componentes intracranianos, que tentam se adequar a este fator. Esta modificação na composição da caixa craniana é totalmente relevante para se evitar uma hipertensão intracraniana grave.

Principais causas geradoras da hipertensão craniana:

– Lesões expansivas: hemorragias, abcessos, tumores, edemas, toxoplasmose
– Meningoencefalite (inflamação das meninges e do encéfalo);
– Encefalite (inflamação do encéfalo);
– Encefalopatia metabólica: alguma desordem metabólica (alteração nos eletrólitos), gerando alterações no encéfalo;
– Hidrocefalia hiperbárica: aumento de líquido na caixa craniana.
Trombose de seio sagital;
– Hipertensão intracraniana benigna: devido a um falso tumor (pseudotumor).

Sinais e Sintomas da hipertensão intracraniana:

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– Cefaléia (dor de cabeça) que tende a piorar principalmente pela manhã, também com a prática de exercícios físicos e ainda com o ato de espirrar ou tossir;
– Vômitos que ocorrem em jato;
– Paralisia do VI par de nervo craniano;
– Alterações visuais;
– Alterações da marcha.

Edema de papila óptica que é diagnosticado através do exame de fundo de olho (fundoscopia óptica), e é um sinal diagnóstico de hipertensão intracraniana grave.

Quando há suspeita de uma hipertensão intracraniana grave, os médicos analisam sinais indicativos de tal patologia, já que este estágio pode ser fatal devido as suas complicações, que incluem protrusão de um tecido ou massa cerebral através de um forame cerebral (pequena abertura no crânio própria para passagem de vasos). Os principais sinais indicativos de hipertensão intracraniana grave são:

– Rebaixamento no nível de consciência até que o paciente atinja o coma;
– Coma profundo;
– Alterações na respiração;
– Presença de hipertensão arterial (pressão alta) e bradicardia (batimentos do coração de forma lentificada) concomitantemente.

Diagnóstico:

O diagnóstico é realizado através de um exame denominado Tomografia Computadorizada de crânio sem contraste, e o médico especializado nestes casos é o Neurologista ou um Neurocirurgião.

Tratamento:

O tratamento também é realizado pelo mesmo especialista e consiste na internação do paciente em Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) para melhor acompanhamento do quadro. É necessário monitorar esta pressão intracraniana a fim de evitar complicações (dentre elas, alterações visuais permanentes como a perda visual parcial e a cegueira). O tratamento inclui também manter a cabeceira da maca elevada, controlar a pressão arterial do paciente, usar diurético sempre que necessário e manter o paciente sob sedação durante o tratamento hospitalar.



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