HIPERTIREOIDISMO | Causas – Sintomas e Complicações

Por: Tiago Zenero | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 21/05/2014

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Hipertireoidismo - Doença de Graves

 

O hipertireoidismo é uma doença na glândula tireóide, localizada a frente dos anéis da traquéia, entre o pomo de adão e a base do pescoço. A doença endócrina caracteriza-se pela produção em excesso dos hormônios tetraiodotironina, também conhecido como tiroxina ou T4, triiodotironina (T3) ou de ambos.

Os hormônios T3 e T4 são responsáveis pelo metabolismo do corpo, ou seja, controlam como cada célula do organismo gasta energia. A doença ainda pode ser considerada aguda ou crônica de acordo com o tempo que persistir.

Causas e sintomas:

Várias doenças e distúrbios podem levar o paciente a desenvolver o hipertireoidismo, dentre as principais estão: ingestão excessiva de iodo; doença de Graves, geralmente a responsável pela maioria dos casos de hipertireoidismo; inflamação da tireóide devido a infecções virais ou outros motivos; tumores não-cancerígenos da glândula tireóide ou da glândula pituitária; superdosagem de hormônio da tireóide; tumores nos testículos ou nos ovários.

Os sintomas podem variar de acordo com o indivíduo, mas os mais comuns são: baixo poder de concentração, fadiga, evacuações frequentes, bócio aumentado, nódulos na tireóide, intolerância ao calor, aumento do apetite, sudorese, menstruação irregular nas mulheres, nervosismo, inquietação, perda de peso.

Outros sintomas que também podem ocorrer dependendo da intensidade da doença, mas que são bem menos comuns, são os seguinte: desenvolvimento da mama em homens, pele fria e úmida, diarreia, perda de cabelo, tremor nas mãos, fraqueza, pressão alta, coceira geral, ausência da menstruação nas mulheres, náusea e vômitos, pulso rápido e irregular, olhos saltados, frequência cardíaca acelerada ou irregular, ruborização da pele, insônia.

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Para o diagnóstico da doença pode ser feito o exame físico, o qual revela aumento da tireóide, tremor, reflexos hiperativos ou frequência cardíaca acelerada. Contudo, como há o hipertireoidismo subclínico, uma forma bem mais leve da doença e que não apresenta nenhum sintoma, o melhor exame para detectar o distúrbio é o de sangue, o qual deve medir os níveis dos hormônios T3 e T4.

Tratamentos e complicações:

O tratamento do hipertireoidismo depende da intensidade da doença. Geralmente há três métodos mais utilizados: medicamentos anti-tireoidianos; iodo radioativo, o qual destrói a tireóide e interrompe o excesso de produção dos hormônios; ou cirurgia para remover a tireoide.

Caso o paciente opte por remover a tireóide através da cirurgia ou com radiação, será necessária a reposição dos hormônios que seriam produzidos pela glândula pelo resto da vida.

Betabloqueadores, como propranolol, podem ser usados para tratar alguns sintomas, mas não curam a doença. Os sintomas mais comuns que são tratados através desse método incluem frequência cardíaca acelerada, sudorese e ansiedade.

O hipertireoidismo pode ser facilmente tratado e dificilmente oferece qualquer risco de morte. Em certos casos, porém, ele pode levar a algumas complicações, dentre elas estão: frequência cardíaca acelerada, insuficiência cardíaca congestiva, fibrilação atrial, maior risco de desenvolver osteoporose se o hipertireoidismo estiver presente por um longo período, cicatriz no pescoço, rouquidão devido a lesões nos nervos laríngeos, baixos níveis de cálcio devido a lesões nas glândulas paratireóides.



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