HIPERTIREOIDISMO | Sintomas da Doença de Graves

Por: Lara Amorim Davila Prottes | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 16/03/2018

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A tireóide é a maior glândula do corpo humano sendo responsável pela produção de hormônios T3 e T4, que estão envolvidos em diversos processos como função cerebral, cardiovascular, intestinal, metabolismo celular, produção de calor, entre outros. Neste texto iremos explicar o que é o hipertireoidismo, além de abordar as causas, sinais e sintomas, diagnóstico e tratamento da Doença de Graves.

O que é hipertireoidismo?

Hipertireoidismo é o quadro de hiperfunção da glândula tireóide com um aumento na produção, secreção e concentração sérica dos hormônios tireoidianos.

Dentre as causas as mais comuns do hipertireoidismo temos o bócio difuso tóxico ou doença de Basedow Graves e o bócio nodular tóxico.

A doença de Graves é a etiologia mais comum, sendo ela uma doença auto-imune, na qual o indivíduo apresenta anticorpos contra receptores TSH (hormônio que regula a produção do T3 e T4), chamado de TRAB. Esses anticorpos atuam da mesma forma que o TSH, estimulando o crescimento e a função glandular com consequente aumento da produção hormonal, ocasionando assim o hipertireoidismo.

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Sinais e Sintomas da Doença de Graves:

Existe uma tríade clássica que define: bócio, hipertireoidismo e exoftalmia (protrusão do globo ocular). A hiperatividade da glândula  gera um excesso de hormônios que, agindo sobre os tecidos periféricos, leva a um quadro de tirotoxicose: perda de peso (apesar do aumento do apetite), fraqueza e diminuição da massa muscular, intolerância ao calor, sudorese excessiva, nervosismo, labilidade emocional, irritabilidade, insônia, tremores de extremidades, taquicardia e outras taquiarritmia, dispneia (falta de ar) aumento do trânsito intestinal, alterações menstruais e alterações oculares.

Diagnóstico da Doença de Graves:

O diagnóstico laboratorial é confirmado pelo achado de concentrações, no sangue, elevadas de T3 e T4. Como consequência, a secreção de TSH está suprimida. O T4 livre (T4L) está aumentado em 95% dos pacientes, enquanto um TSH não suprimido afasta a possibilidade de Doença de Graves. Como é uma doença auto-imune pode encontrar a presença de anticorpos (TRAb). A cintilografia com iodo radiativo mostrará uma glândula aumentada, mas na maioria das vezes esse exame não é necessário para que seja fechado o diagnóstico.

Tratamento da Doença de Graves:

A terapêutica é baseada em três tipos de tratamento totalmente diferentes: clínico, radioterápico e cirúrgico, todos eles propiciam um bom resultado. A escolha do tratamento depende de vários fatores como idade: em pacientes mais jovens, a opção inicial é pelo tratamento clínico; já acima de 50 anos, a tendência é para um tratamento ablativo com radiodo; o tamanho do bócio: os menores têm maior chance de remissão com tratamento clínico, disponibilidade terapêutica de cada local e aderência do paciente ao tratamento.

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